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Breast Cancer Prevention (Several Languages)

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Estes textos pertencem ao Instituto Internacional da Prevenção do Câncer (IIPE) como Organização Não Governamental (ONG) de Ajuda Humanitária,  e como tal registada na Organização das Nações Unidas (ONU) e como  Prevenção do Câncer da Mama,  registada na Organização Mundial de Saúde (OMS) .

O IIPE pertence à estrutura da Academy of Public Policies e é suportada em termos médicos e científicos por duas das 25 primeiras Universidades do mundo e que em tempo oportuno será revelado.

O objectivo de uma ONG com fins humanitários e na área da prevenção da saúde é de  sem fins lucrativos , difundir informação relativa à doença, a sua forma de evitar, reconhecer os sinais para um atempado rastreio médico (todos sabemos a importância do tempo nesta doença), diagnóstico, tratamento, bem como evitar a recorrência e uma vida normal depois de vencida a doença.

Iremos participar nas campanhas internacionais promovidas pela ONU a nível mundial, com o objectivo de obter a solidariedade dos governos dos países e da sociedade civil global quanto ao apoio na prevenção e tratamento do Câncer da Mama

Todas as batalhas contra a doença começam pela prevenção, e esta só é  possível se for conhecido o mal.

Esta página existe desde 2007 e era destinada à prevenção da doença coronária e teve os visitantes aí registados no período de  quase 6 anos.

Cancro da mama em Portugal ou câncer de mama no Brasil (usaremos os dois termos) é o cancro do tecido da mama. Mundialmente, é a forma mais comum de cancro em mulheres - afectando, em algum momento de suas vidas, aproximadamente uma em cada nove a uma em cada treze mulheres que atingem os noventa anos no mundo ocidental. É a segunda maior causa fatal de cancro em mulheres (depois do cancro do pulmão), e o número de casos vem crescendo significativamente desde a década de 1970, um fenómeno parcialmente culpado pelo estilo de vida moderno do mundo ocidental. Uma vez que o peito é composto por tecidos idênticos quer nos homens quer nas mulheres, o cancro da mama também ocorre em homens, embora estes casos sejam menos de 1% do total de diagnósticos.

O câncer de mama é provavelmente o mais temido pelas mulheres, devido à sua alta-frequência e sobretudo pelos seus efeitos psicológicos, que afetam a percepção da sexualidade e a própria imagem pessoal. É relativamente raro antes dos 35 anos de idade, mas acima desta faixa etária sua incidência cresce rápida e progressivamente.

Este tipo de câncer representa nos países ocidentais uma das principais causas de morte nas mulheres. As estatísticas indicam o aumento da sua frequência tantos nos países desenvolvidos quanto nos países em desenvolvimento. Segundo a OMS nas décadas de 1960 e 1970 registou-se um aumento de 10 vezes nas taxas de incidência ajustadas por idade nos Registos de Câncer de Base Populacional de diversos continentes.

No Brasil e Portugal, o câncer de mama é o causador de mais mortes entre as mulheres e o segundo de maior incidência no Brasil e o primeiro em Portugal. Os valores de incidência para os diversos países da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP): http://www.cplp.org/  será dado adiante.

O câncer é o crescimento desordenado (maligno) de células que invadem os tecidos e órgãos, podendo espalhar-se (metástase) para outras regiões do corpo. As células dividem-se rapidamente, e tendem a ser muito agressivas e incontroláveis, determinando a formação de tumores (acumular de células cancerosas) ou neoplasias malignas. Por outro lado, um tumor benigno, significa simplesmente uma massa localizada de células que se multiplicam vagarosamente e assemelham-se ao seu tecido original, raramente constituindo um risco de vida.

Os diferentes tipos de câncer correspondem aos vários tipos de células do corpo. Por exemplo, existem diversos tipos de câncer de pele porque a pele é formada por mais de um tipo de célula. Se o câncer tem início em tecidos epiteliais como a pele ou mucosas é denominado carcinoma. Se começa em tecidos conjuntivos como osso, músculo ou cartilagem é chamado de sarcoma.

Outras características que diferenciam os diversos tipos de câncer entre si são a velocidade de multiplicação das células e a capacidade de invadir tecidos e órgãos vizinhos ou distantes (metástases).

Faremos uma abordagem primeira muito simples e dentro da matéria usada em termos preventivos com vista ao entendimento de todos. Em uma segunda e terceira fase seguiremos com profundidade o câncer da mama e os novos avanços do mundo da medicina acompanhando a matéria na língua inglesa publicada no Academy of Public Policies.

A prevenção primária do câncer de mama está relacionada ao controle dos fatores de risco reconhecidos. Os fatores hereditários e os relacionados ao ciclo reprodutivo da mulher não são, em princípio, passíveis de mudança, porém fatores relacionados ao estilo de vida como obesidade pós- -menopausa, sedentarismo, consumo excessivo de álcool e terapia de reposição hormonal podem ser modificáveis. Estima-se que por meio da alimentação, nutrição e atividade física é possível reduzir em até 28% o risco de ter câncer de mama (INCA, 2009).

Evidências científicas sobre a relação entre alimentos, nutrição, atividade física e prevenção de câncer podem ser consultadas no resumo traduzido pelo INCA para o português (INCA, 2007). O Sumário Executivo sobre Políticas e Ações para Prevenção do Câncer no Brasil dá continuidade à publicação anterior, apontando prioridades e perspectivas de ações para prevenção do câncer (INCA, 2009b).

O câncer é o crescimento desordenado (maligno) de células que invadem os tecidos e órgãos, podendo espalhar-se (metástase) para outras regiões do corpo. As células dividem-se rapidamente, e tendem a ser muito agressivas e incontroláveis, determinando a formação de tumores (acumular de células cancerosas) ou neoplasias malignas. Por outro lado, um tumor benigno, significa simplesmente uma massa localizada de células que se multiplicam vagarosamente e assemelham-se ao seu tecido original, raramente constituindo um risco de vida.

Os diferentes tipos de câncer correspondem aos vários tipos de células do corpo. Por exemplo, existem diversos tipos de câncer de pele porque a pele é formada por mais de um tipo de célula. Se o câncer tem início em tecidos epiteliais como a pele ou mucosas é denominado carcinoma. Se começa em tecidos conjuntivos como osso, músculo ou cartilagem é chamado de sarcoma.

Outras características que diferenciam os diversos tipos de câncer entre si são a velocidade de multiplicação das células e a capacidade de invadir tecidos e órgãos vizinhos ou distantes (metástases).

Como surge o Câncer?

As células são formadas por três partes: a membrana celular, que é a parte mais externa; o citoplasma, que constitui o corpo da célula; e o núcleo, que contém os cromossomas que por sua vez são compostos de genes. Os genes são arquivos que guardam e fornecem instruções para a organização das estruturas, formas e atividades das células no organismo. Toda a informação genética encontra-se inscrita nos genes, numa 'memória química' - o ácido desoxirribonucléico (ADN). É através do ADN que os cromossomas passam as informações ao funcionamento da célula.

Uma célula normal pode sofrer alterações no ADN. É o que se designa por mutação genética. As células cujo material genético foi alterado passam a receber instruções erradas para as suas atividades. As alterações podem ocorrer em genes especiais, denominados protooncogenes, que a princípio são inativos em células normais. Quando ativados, os protooncogenes transformam-se em oncogenes, responsáveis pela malignização (cancerização) das células normais. Essas células diferentes são denominadas cancerosas.

Como se comportam as células cancerosas?

As células alteradas passam então a se comportar de forma anormal.

• Multiplicam-se de maneira descontrolada, mais rapidamente do que as células normais do tecido à sua volta, invadindo-o. Geralmente, têm capacidade para formar novos vasos sanguíneos que as nutrirão e manterão as atividades de crescimento descontrolado. O acúmulo dessas células forma os tumores malignos

• Adquirem a capacidade de se desprender do tumor e de migrar. Invadem inicialmente os tecidos vizinhos, podendo chegar ao interior de um vaso sangüíneo ou linfático e, através desses, disseminar-se, chegando a órgãos distantes do local onde o tumor se iniciou, formando as metástases. Dependendo do tipo da célula do tumor, alguns dão metástases mais rápido e mais precocemente, outros o fazem bem lentamente ou até não o fazem.

• As células cancerosas são, geralmente, menos especializadas nas suas funções do que as suas correspondentes normais. Conforme as células cancerosas vão substituindo as normais, os tecidos invadidos vão perdendo suas funções. Por exemplo, a invasão dos pulmões gera alterações respiratórias, a invasão do cérebro pode gerar dores de cabeça, convulsões, alterações da consciência etc.

 Como é o processo de carcinogênese?

O processo de carcinogênese, ou seja, de formação de câncer, em geral se dá lentamente, podendo levar vários anos para que uma célula cancerosa prolifere e dê origem a um tumor visível. Esse processo passa por vários estágios antes de chegar ao tumor.

São eles: Estágio de iniciação

É o primeiro estágio da carcinogênese. Nele as células sofrem o efeito dos agentes cancerígenos ou carcinógenos* que provocam modificações em alguns de seus genes. Nesta fase as células se encontram, geneticamente alteradas, porém ainda não é possível se detectar um tumor clinicamente. Encontram-se "preparadas", ou seja, "iniciadas" para a ação de um segundo grupo de agentes que atuará no próximo estágio.

Estágio de promoção

É o segundo estágio da carcinogênese. Nele, as células geneticamente alteradas, ou seja, "iniciadas", sofrem o efeito dos agentes cancerígenos classificados como oncopromotores. A célula iniciada é transformada em célula maligna, de forma lenta e gradual. Para que ocorra essa transformação, é necessário um longo e continuado contato com o agente cancerígeno promotor. A suspensão do contato com agentes promotores muitas vezes interrompe o processo nesse estágio. Alguns componentes da alimentação e a exposição excessiva e prolongada a hormônios são exemplos de fatores que promovem a transformação de células iniciadas em malignas.

Estágio de progressão

É o terceiro e último estágio e se caracteriza pela multiplicação descontrolada e irreversível das células alteradas. Nesse estágio o câncer já está instalado, evoluindo até o surgimento das primeiras manifestações clínicas da doença.

Os fatores que promovem a iniciação ou progressão da carcinogênese são chamados agentes oncoaceleradores ou carcinógenos. O fumo é um agente carcinógeno completo, pois possui componentes que atuam nos três estágios da carcinogênese.

* Agentes Cancerígenos

Os efeitos cumulativos de diferentes agentes são os responsáveis pelo início, promoção, progressão e inibição do tumor. A carcinogênese é determinada pela exposição a esses agentes, em uma dada freqüência e período de tempo, e pela interação entre eles. Devem ser consideradas, também, as características individuais, que facilitam ou dificultam a instalação do dano celular. O período de latência varia com a intensidade do estímulo carcinogênico, com a presença ou ausência dos agentes oncoiniciadores, oncopromotores e oncoaceleradores, e com o tipo e localização primária do câncer. Portanto, a presença dos agentes cancerígenos, por si só, não pode ser responsabilizada pelo desenvolvimento dos tumores.

Agente oncoiniciador - é capaz de provocar diretamente o dano genético das células, iniciando o processo de carcinogênese, é chamado agente iniciador ou oncoiniciador.

Agente oncopromotor - atua sobre as células iniciadas, transformando-as em malignas.

Agente oncoacelerador - caracteriza-se pela multiplicação descontrolada e irreversível das células alteradas. Atua no estágio final do processo.

O estadiamento do câncer da mama é feito usando o sistema TNM (Tumor-Nodo-Metástase) , que avalia o nível de comprometimento causado pelo tumor, a presença de comprometimento dos linfonodos e a presença de metástase distante do tumor original.

Assim como qualquer tipo de cancro, o cancro da mama pode se espalhar para outras partes do corpo, ocorrendo a chamada metástase. Por esta razão, é muito importante detectá-lo o quanto antes, principalmente nos estágios iniciais, aumentado assim, as chances de tratamento menos agressivo e de cura. Em casos mais avançados, aconselha-se a quimioterapia como forma de combate ao tumor. Os locais mais comuns de metástases à distância ou disseminação do cancro de mama são a pele, linfonodos, ossos, pulmão e fígado.

Homem

Os homens também podem desenvolver câncer da mama, mas sem a genética favorável o risco é de menos de 1%. No homem o risco está exclusivamente associado a alterações no BRCA2 (gene nomeado pelo nome em inglês: BReast CAncer 2), quando o risco sobe para 7% de desenvolver a doença. Alterações no gene BRCA1 não aumentam o risco.

 Como o organismo se defende?

No organismo existem mecanismos de defesa naturais que o protegem das agressões impostas por diferentes agentes que entram em contato com suas diferentes estruturas. Ao longo da vida, são produzidas células alteradas, mas esses mecanismos de defesa possibilitam a interrupção desse processo, com sua eliminação subseqüente. A integridade do sistema imunológico, a capacidade de reparo do DNA danificado por agentes cancerígenos e a ação de enzimas responsáveis pela transformação e eliminação de substâncias cancerígenas introduzidas no corpo são exemplos de mecanismos de defesa. Esses mecanismos, próprios do organismo, são na maioria das vezes geneticamente pré-determinados, e variam de um indivíduo para outro. Esse fato explica a existência de vários casos de câncer numa mesma família.

Sem dúvida, o sistema imunológico desempenha um importante papel nesse mecanismo de defesa. É constituído por um sistema de células distribuídas numa rede complexa de órgãos, como o fígado, o baço, os gânglios linfáticos, o timo e a medula óssea, e circulando na corrente sangüínea. Esses órgãos são denominados órgãos linfóides e estão relacionados com o crescimento, o desenvolvimento e a distribuição das células especializadas na defesa do corpo contra os ataques de "invasores estranhos". Dentre essas células, os linfócitos desempenham um papel muito importante nas atividades do sistema imune, relacionadas às defesas no processo de carcinogênese.

Cabe aos linfócitos a atividade de atacar as células do corpo infectadas por vírus oncogênicos (capazes de causar câncer) ou as células em transformação maligna, bem como de secretar substâncias chamadas de linfocinas. As linfocinas regulam o crescimento e o amadurecimento de outras células e do próprio sistema imune. Acredita-se que distúrbios em sua produção ou em suas estruturas sejam causas de doenças, principalmente do câncer.

Sem dúvida, a compreensão dos exatos mecanismos de ação do sistema imunológico muito contribuirá para a elucidação de diversos pontos importantes para o entendimento da carcinogênese e, portanto, para novas estratégias de tratamento e de prevenção do câncer. As células são formadas por três partes: a membrana celular, que é a parte mais externa da célula; o citoplasma, que constitui o corpo da célula; e o núcleo, que contem os cromossomas que por sua vez são compostos de genes. Os genes são arquivos que guardam e fornecem instruções para a organização das estruturas, formas e atividades das células no organismo. Toda a informação genética encontra-se inscrita nos genes, numa "memória química" - o ácido desoxirribonucleico (DNA). É através do DNA que os cromossomas passam as informações para o funcionamento da célula.

Uma célula normal pode sofrer alterações no DNA dos genes. É o que chamamos mutação genética. As células cujo material genético foi alterado passam a receber instruções erradas para as suas atividades. As alterações podem ocorrer em genes especiais, denominados protooncogenes, que a princípio são inativos em células normais. Quando ativados, os protooncogenes transformam-se em oncogenes, responsáveis pela malignização (cancerização) das células normais. Essas células diferentes são denominadas cancerosas.

 O que causa o Câncer?

As causas de câncer são variadas, podendo ser externas ou internas ao organismo, estando ambas inter-relacionadas. As causas externas relacionam-se ao meio ambiente e aos hábitos ou costumes próprios de um ambiente social e cultural. As causas internas são, na maioria das vezes, geneticamente pré-determinadas, estão ligadas à capacidade do organismo de se defender das agressões externas. Esses fatores causais podem interagir de várias formas, aumentando a probabilidade de transformações malignas nas células normais.

De todos os casos, 80% a 90% dos cânceres estão associados a fatores ambientais. Os fatores de risco ambientais de câncer são denominados cancerígenos ou carcinógenos. Esses fatores atuam alterando a estrutura genética (ADN) das células.

O surgimento do câncer depende da intensidade e duração da exposição das células aos agentes causadores de câncer.

Fatores de Risco de Natureza Ambiental

Os fatores de risco de câncer podem ser encontrados no meio ambiente ou podem ser herdados. A maioria dos casos de câncer (80%) está relacionada ao meio ambiente, no qual encontramos um grande número de fatores de risco. Entende-se por ambiente o meio em geral (água, terra e ar), o ambiente ocupacional (indústrias químicas e afins) o ambiente de consumo (alimentos, medicamentos) o ambiente social e cultural (estilo e hábitos de vida).

As mudanças provocadas no meio ambiente pelo próprio homem, os 'hábitos' e o 'estilo de vida' adotados pelas pessoas, podem determinar diferentes tipos de câncer.

Hábitos Alimentares

A relação entre o consumo de certos alimentos e o risco de câncer possui evidência científica apesar da complexidade dos fatores que estão associados à ingestão dos alimentos, como conservação e preparo do alimento, tipo e quantidade de alimento consumido. Muitos componentes da alimentação têm sido associados com o processo de desenvolvimento do câncer, principalmente câncer de mama

Alimentação de Risco

Alguns tipos de alimentos, se consumidos regularmente durante longos períodos de tempo, parecem fornecer o tipo de ambiente que uma célula cancerosa necessita para crescer, se multiplicar e se disseminar. Esses alimentos devem ser evitados ou ingeridos com moderação. Neste grupo estão incluídos os alimentos ricos em gorduras, tais como carnes vermelhas, frituras, molhos com maionese, leite integral e derivados, bacon, presuntos, salsichas, lingüiças, mortadelas etc.

Em relação a cânceres de mama a ingestão de gordura pode alterar os níveis de hormônio no sangue, aumentando o risco da doença. Há vários estudos epidemiológicos que sugerem a associação de dieta rica em gordura, principalmente a saturada, com um maior risco de se desenvolver esse tipo de câncer em regiões desenvolvidas, principalmente em países do Ocidente, onde o consumo de alimentos ricos em gordura é alto.

É preciso salientar ainda que as associações entre dieta alimentar inadequada e o câncer são resultantes de estudos de laboratório ou de estudos de correlação entre populações com diferentes padrões de consumo. Os estudos epidemiológicos do tipo caso-controle têm apresentado resultados muitas vezes controversos, o que se atribui a dificuldades metodológicas, como a mensuração do consumo de alimentos. Apesar da controvérsia, é recomendável a orientação para a adoção de hábitos alimentares cujos benefícios para o controle de outras doenças, já foram comprovados, como os exemplos da dieta rica em fibras, para o combate à prisão-de-ventre, e da dieta com ingestão baixa de gordura e sal, para o controle de doenças cardiovasculares.

Como Prevenir-se

Algumas mudanças nos nossos hábitos alimentares podem nos ajudar a reduzir os riscos de desenvolvermos câncer. A adoção de uma alimentação saudável contribui não só para a prevenção do câncer, mas também de doenças cardíacas, obesidade e outras enfermidades crónicas como diabetes.

Frutas, verduras, legumes e cereais integrais contêm nutrientes, tais como vitaminas, fibras e outros compostos, que auxiliam as defesas naturais do corpo a destruírem os carcinógenos antes que eles causem sérios danos às células. Esses tipos de alimentos também podem bloquear ou reverter os estágios iniciais do processo de carcinogénese e, portanto, devem ser consumidos com frequência.

Hoje já está estabelecido que uma alimentação rica nesses alimentos ajuda a diminuir o risco de câncer de pulmão, cólon, reto, estômago, boca, faringe e esófago. Provavelmente, reduzem também o risco de câncer de mama, bexiga, laringe e pâncreas, e possivelmente o de ovário, endométrio, cérvix, tiróide, fígado, próstata e rim.

Alimentos como verduras, frutas, legumes e cereais são ricos em vitaminas C, A, E e fibras. Especial ênfase deve ser dada à ingestão de cebola, de brócolos, repolho e couve-flor, de legumes vermelhos ou amarelos (cenoura, abóbora, batata-baroa, batata-doce etc.) e das folhas em geral, principalmente os vegetais folhosos verde-escuro. Frutas cítricas como a laranja, o caju, a acerola, e muitas outras, como o mamão, devem ter seu consumo estimulado.

A tendência cada vez maior da ingestão de vitaminas em comprimidos não substitui uma boa alimentação e só deve ser feita com orientação médica. Vale a pena frisar que a alimentação saudável somente funcionará como fator protetor, quando adotada constantemente, no decorrer da vida. Neste aspecto devem ser valorizados e incentivados antigos hábitos alimentar do brasileiro, como o uso do arroz e do feijão.

Medicamentos

Alguns estudos relacionaram o câncer da mama com o uso prolongado de contraceptivos, antes da primeira gravidez.

Hereditariedade

São raros os casos de cânceres que se devem exclusivamente a fatores hereditários, familiares e étnicos, apesar de o fator genético exercer um importante papel na oncogénese. Alguns tipos de câncer de mama, parecem ter um forte componente familiar, embora não se possa afastar a hipótese de exposição dos membros da família a uma causa comum.

As mulheres, com 40 anos ou mais, devem realizar o exame clínico das mamas anualmente. Além disto, toda mulher, entre 50 e 69 anos, deve fazer uma mamografia a cada dois anos. As mulheres com caso de câncer de mama na família (mãe, irmã, filha etc., diagnosticados antes dos 50 anos), ou aquelas que tiverem câncer de ovário ou câncer em uma das mamas, em qualquer idade, devem realizar o exame clínico e mamografia, a partir dos 35 anos de idade, anualmente.

As mulheres com idade entre 25 e 59 anos devem realizar exame preventivo ginecológico. Após dois exames normais seguidos, deverá realizar um exame a cada três anos. Para os exames alterados, deve-se seguir as orientações médicas.

Tipos de Câncer da Mama

 Histopatologia de um carcinoma ductal invasivo, o tipo mais comum de câncer.

Os carcinomas são a maioria das neoplasias malignas da mama, sendo o carcinoma ductal invasor o tipo mais comum. As neoplasias malignas, a grosso modo, dividem-se em tumores epiteliais (carcinomas), que podem ser de origem ductal (90%) ou lobular, e sarcomas, que se originam no tecido conjuntivo (mesenquimal), e muito raros. Os carcinomas, ainda podem ser in situ (confinado ao ducto ou ao lóbulo) ou invasores (quando acessam o estroma)

Quanto ao grau histológico refletem o potencial de malignidade do tumor indicando a sua maior ou menor capacidade de realizar metástase:

O Carcinoma ductal forma-se nos ductos que levam o leite dos lóbulos para o mamilo (papila).

O Carcinoma ductal in situ (intraductal), prolifera dentro de um ducto que não ultrapassa a membrana basal e não invade o estroma. Pode-se apresentar como massa palpável, derrame papilar ou alteração (microcalcificações e formação nodular não palpável) revelado em mamografia. Pode ser dividido em comedocarcinoma (pior prognóstico), micropapilar, cribiforme e sólido;

A Doença de Paget, é um tipo raro de carcinoma in situ que se inicia nos ductos do mamilo.

O Carcinoma ductal invasor, representa 65 a 85% dos cânceres da mama. Forma um nódulo sólido ou área de condensação no parênquima, com lesões espiculadas ou circunscritas;

O Tumor do tipo Carcinoma Tubular, representa 2% dos casos, sem mitoses nem necroses e as suas células formam túbulos regulares e bem definidos. Apresentam um excelente prognóstico, mesmo quando é multicêntrico (50% dos casos), sendo a sobrevida de10 anos ou mais, em 95% dos casos.

O Tumor do tipo medular, representa 5% dos casos e possui um excelente prognóstico. É abundante em mitoses e com grande quantidade de linfócitos, e geralmente, só ocorre após a menopausa.

O Tumor do tipo mucionoso, representa 5% dos casos, tendo esse nome devido à quantidade de mucina que recobre um pequeno número de células tumorais bastante diferenciadas entre si. Também tem um bom prognóstico com mais de 85% de sobrevida superior a 5 anos.

O carcinoma lobular invasivo é uma classe clínica e molecularmente distinta de câncer da mama, mais difícil de ser detectado e portanto normalmente só diagnosticado tardiamente.

O Carcinoma lobular, tem o seu início nos bulbos (pequenos sacos) que produzem o leite materno e infiltra nos tecidos vizinhos;

O Carcinoma lobular in situ é um tumor de baixa proliferação no interior de ductos terminais e lóbulos. Representa 2 a 6% dos casos. Não costuma ter qualquer manifestação clínica evidente, nem é encontrado na mamografia, sendo um achado ocasional de biópsias mamárias indicadas por imagem suspeita. É considerado marcador de risco, sendo a biópsia excisional suficiente para terapêutica. É bilateral entre 15 a 40% dos casos;

 O Carcinoma lobular invasor apresenta-se como adensamento ou endurecimento local mal-definido; em lesões avançadas, pode haver retração de pele e fixação. Calcificações não estão comumente presentes. Representa 5 a 10% dos casos.

O Sarcoma forma-se nos tecidos conjuntivos.

 Os invasores também são chamados de infiltrantes.

 Epidemiologia do Câncer da Mama

 O câncer da mama é o segundo tipo mais frequente no mundo, e o mais comum entre as mulheres, respondendo por 22% dos casos novos a cada ano. Se for diagnosticado e tratado o mais rápido possível, o prognóstico de sobrevida é bom.

No Brasil, as taxas de mortalidade por câncer da mama continuam elevadas, porque a doença é diagnosticada em estádios avançados. Na população mundial, a sobrevida média após cinco anos do diagnóstico é de 61%. É um tipo de câncer relativamente raro antes dos 35 anos, e acima desta faixa etária a sua incidência cresce rápida e progressivamente. As estatísticas indicam o aumento da sua incidência tanto nos países desenvolvidos como nos países em desenvolvimento.

A previsão de novos casos em 2012 foi de 52680. Número de mortes de câncer da mama em 2010 foi de: 12705 mulheres e 147 homens.

Todos os anos surgem mais de 1 milhão de casos novos no mundo, tornando o câncer de mama a neoplasia maligna mais comum nas mulheres e sendo a responsável por 18 % de todas as neoplasias femininas. As estatísticas indicam um aumento da freqüência deste diagnóstico tanto nos países desenvolvidos quanto nos países em desenvolvimento.É o segundo tipo de câncer mais comum no mundo, depois do câncer de pele e segundo a OMS representa 7% das mortes a nível mundial devido ao câncer

Brasil

É o tipo de câncer mais comum nas mulheres seguido pelos cânceres de colo uterino, cólon e reto, pulmão e estômago. Segundo a OMS apresenta um índice similar nos países desenvolvidos. É também uma das causas mais comuns de mortes por câncer em mulheres, mesmo não sendo o mais letal, em virtude da grande quantidade de casos.

A maioria dos casos de câncer de mama no Brasil surge em São Paulo (39.8 %), Rio de Janeiro (28.7 %), Rio Grande do Sul (19.8 %), Bahia (14.3 %), Roraima (9.7 %), Pará (7.7 %), Acre (4.8 %), Rio Grande do Norte (2.1 %) e Espírito Santo (0.9 %).

No período de 2000 a 2008 o número de casos em São Paulo aumentou 41,8 %, sendo 44312 dos casos registrados em mulheres e 397 em homens. A grande maioria dos casos foi entre mulheres de 40 a 60 anos, sendo apenas 10 % dos casos em mulheres mais jovens. No ano de 2003 São Paulo teve a maior quantidade de novos casos diagnosticados, com 94 em cada 100 mil habitantes, seguido pelo Distrito Federal com 86,1/100 mil e Porto Alegre com 66,5/100 mil habitantes.

Uma das causas possíveis para esse elevado número de casos nas capitais é o alto consumo de álcool e tabaco e maior intoxicação com estimulantes dos hormônios femininos e com pesticidas nos alimentos.

Fator de Prognóstico

A idade é um importante fator de prognóstico, sendo os de melhor prognóstico os casos entre os 40 e 60 anos e os de pior os mais precoces (antes dos 35 anos) e os mais tardios (após os 75 anos).

A expressão aumentada do oncogeneI V cerbB-2, indica maior atividade metastática e ocorre em 20% dos casos, indicando maior risco de recidiva precoce. Outro fator importante é a expressão do gene p53, que pode indicar pior prognóstico quando elevada.

Especula-se que os genes BRCA1 (localizado no cromossomo 17q 12-21) e BRCA2 (localizado no cromossomo 13q 12-13) atuem como genes supressores do tumor. Mutações num desses genes e no alelo remanescente deixariam o organismo vulnerável.

A catepsina é outro fator prognóstico potencialmente importante, para qual aplicações clínicas porém os resultados sobre a sua significância são contraditórios

Mortalidade

Apesar de ser a neoplasia que mais mulheres mata, está longe de ser a doença mais letal tanto em quantidade quanto em gravidade. No mundo, quer as doenças coronárias, quer o chamado derrame cerebral matam mais de dez vezes mais que o câncer de mama. Além disso, cerca de 22% dos casos regride mesmo sem intervenção.

Segundo o Instituto Nacional do Câncer do Brasil (INCA) www.inca.gov.br., o câncer de mama é responsável por apenas 6,6% de todas as mortes por câncer no Brasil. Mais de 85% das vítimas deste câncer sobrevivem mais de 5 anos após o surgimento do tumor.

Hormónios Femininos

Um fator já bem estabelecido é o dos receptores de estrogénio (RE) e progesterona (RP). Os pacientes com tumores com receptores de estrogénio positivos tendem a ter um prognóstico mais favorável que àqueles com receptores negativos. Por outro lado, pacientes com altos níveis de receptores de estrogênio experimentam um grande benefício com o uso adjuntivo da terapia hormonal.

Medicamentos para bloquear a ação dos hormónios femininos frequentemente são usados para evitar que o câncer retorne. Quanto maior for a fase reprodutiva, maior é a chance de desenvolver o câncer. Assim, induzir a menopausa artificialmente, pode ser uma medida preventiva em casos de risco muito elevado.

Sintomas do Câncer da Mama

Os sintomas do câncer de mama palpável são o nódulo ou tumor no seio, acompanhado ou não de dor mamária. Podem surgir alterações na pele que recobre a mama, como abaulamentos ou retrações ou um aspecto semelhante à casca de uma laranja. Podem também surgir nódulos palpáveis na axila.

A retração é explicada pela presença de fibrose peritumoral que fixa o tumor firmemente os músculos (fáscia) superficiais e/ou profundos do músculo peitoral, puxando a pele para dentro.

O cancro não causa dor física a não ser indiretamente em estágios avançados. Por essa razão é importante que se faça o auto-exame da mama para a sua identificação precoce.

O cancro da mama pode apresentar diversos sintomas:

Aparecimento de nódulo ou endurecimento da mama ou debaixo do braço;

Mudança no tamanho ou no formato da mama;

Alteração na coloração ou na sensibilidade da pele da mama ou da aréola;

Secreção contínua por um dos ductos;

Retração da pele da mama ou do mamilo;

Inchaço significativo ou distorção da pele e ou mucosas.

Detecção Precoce

O câncer de mama identificado em estágios iniciais, quando as lesões são menores de dois centímetros de diâmetro, apresenta um prognóstico mais favorável e elevado percentual de cura.

As estratégias para a detecção precoce são o diagnóstico precoce, ou abordagem de pessoas com sinais e/ou sintomas da doença, e o rastreamento, aplicação de um teste ou exame numa população assintomática, aparentemente saudável, com objetivo de identificar lesões sugestivas de câncer e encaminhar as mulheres com resultados alterados para investigação e tratamento (OMS,2007). Em ambas as estratégias é fundamental que a mulher esteja bem informada e atenta às possíveis alterações nas mamas (breast awareness) e, em caso de anormalidades suspeitas, busque prontamente o serviço de saúde.

Factores de Risco do Câncer da Mama

A história familiar é um importante fator de risco para o câncer da mama, especialmente se um ou mais parentes de primeiro grau (mãe ou irmã) sofreram da enfermidade antes dos 50 anos de idade. O câncer da mama hereditário corresponde a aproximadamente 10% do total de casos de cânceres de mama.

A idade constitui um outro importante fator de risco, existindo um aumento rápido da incidência com o aumento da idade. A menarca precoce (idade da primeira menstruação), a menopausa tardia (após os 50 anos de idade), a ocorrência da primeira gravidez após os 30 anos e a nuliparidade (não ter tido filhos), constituem também fatores de risco no câncer de mama.

É controvertida a associação do uso de contraceptivos orais com o aumento do risco do câncer da mama, apontando para certos subgrupos de mulheres como as que usaram contraceptivos orais de dosagens elevadas de estrogénio, as que fizeram uso da medicação por longo período e as que usaram anticoncepcionais em idade precoce, antes da primeira gravidez.

A ingestão regular de álcool, mesmo que em quantidade moderada, é identificada como fator de risco no câncer de mama, assim como a exposição a radiações ionizantes com idade inferior a 35 anos.

Mulheres com mais de 40 anos devem fazer o auto-exame pelo menos uma vez por ano.

Em 1990, apenas 8% das mulheres acima de 40 anos fizeram mamografias pelo SUS (sistema que atende 70% dos brasileiros). No Hospital do Câncer I do Instituto Nacional de Câncer (INCA1), no ano de 1998, 44,8% das mulheres só foram diagnosticadas no estágio III e 16,3% no estágio IV. Apenas, 6,3% tiveram o seu diagnóstico nos estágios 0 ou I.

A susceptibilidade ao câncer de mama ocorre por herança quer paterna quer materna, e o risco aumenta de acordo com o número de indivíduos afetados na família. O carcinoma é mais comum em mulheres com sobrepeso e que têm uma alimentação de dietas gordurosas aumentando a presença de bactérias capazes de converter o colesterol e estrógeno.

 Em caso de suspeita, ou anualmente após os 40 anos, deve ser feita uma mamografia, porém, no Brasil, mais de 75% dos mamógrafos encontram-se em clínicas particulares, restritos apenas aos que possuem planos de saúde ou condições financeiras para pagar o exame. A dificuldade na realização da mamografia e a demora no atendimento hospitalar, desmotiva muitas mulheres a fazerem diagnósticos preventivos.

Em caso de pacientes de alto risco, (Casos na família, hormónios femininos elevados e genes BRCA1 ou/e BRCA2), o “Cancer Genetics Consortium (CGSC)” pode-se efectuar uma mastectomia e retirada dos ovários preventivamente.

 Diagnóstico Precoce do Câncer da Mama

A estratégia do diagnóstico precoce contribui para a redução do estágio de apresentação do câncer, sendo conhecida algumas vezes como “down-staging” (OMS, 2007). Nesta estratégia destaca-se a importância da educação da mulher e dos profissionais de saúde para o reconhecimento dos sinais e sintomas do câncer da mama, bem como do acesso rápido e facilitado aos serviços de saúde.

Na década de 1950, nos Estados Unidos, o auto-exame das mamas surgiu como estratégia para diminuir o diagnóstico de tumores da mama em fase avançada. No fim da década de 1990, ensaios clínicos mostraram que o auto-exame das mamas não reduzia a mortalidade do câncer da mama. A partir de então, diversos países passaram a adotar a estratégia de “Breast Awareness”, que significa estar alerta para a saúde das mamas.

A política de alerta à saúde das mamas destaca a importância do diagnóstico precoce e significa orientar a população feminina sobre as mudanças habituais das mamas em diferentes momentos do ciclo de vida e os principais sinais do câncer da mama.

A orientação é que a mulher realize a autopalpação das mamas sempre que se sentir confortável para tal (seja no banho, no momento da troca de roupa ou em outra situação do cotidiano), sem qualquer recomendação de técnica específica, valorizando-se a descoberta casual de pequenas alterações mamárias. A mulher deve ser estimulada a procurar esclarecimento médico sempre que houver dúvida em relação aos achados da autopalpação das mamas e a participar das ações de detecção precoce do

As formas mais eficazes para o diagnóstico precoce do câncer de mama são o exame clínico da mama e a mamografia.

Exame Clínico das Mamas (ECM)

Quando realizado por um médico ou enfermeira especializados, pode ser detectado tumor de até 1 (um) centímetro, se superficial. O Exame Clínico das Mamas deve ser realizado conforme as recomendações técnicas do Consenso para Controlo do Câncer de Mama.

A sensibilidade do ECM varia de 57% a 83% em mulheres com idade entre 50 e 59 anos, e cerca de 71% nas de idade situada entre os 40 e 49 anos. A especificidade varia de 88% a 96% em mulheres com idade entre 50 e 59 anos e entre 71% a 84% nas que estão entre 40 e 49 anos.

Mamografia

A mamografia é a radiografia da mama que permite a detecção precoce do câncer, por ser capaz de mostrar lesões na fase inicial, muito pequenas (milímetros).

É realizada num aparelho de raio-X apropriado, chamado mamógrafo. A mama é comprimida de forma a fornecer melhores imagens, e, portanto, melhor capacidade de diagnóstico. O desconforto provocado é discreto e suportável.

Estudos sobre a efetividade da mamografia sempre utilizam o exame clínico como exame adicional, o que torna difícil distinguir a sensibilidade do método como estratégia isolada de rastreamento.

A sensibilidade varia de 46% a 88% e depende de fatores tais como: tamanho e localização da lesão, densidade do tecido mamário (mulheres mais jovens apresentam mamas mais densas), qualidade dos recursos técnicos e habilidade de interpretação do radiologista. A especificidade varia entre 82%, e 99% e é igualmente dependente da qualidade do exame.

Os resultados de ensaios clínicos randomizados que comparam a mortalidade em mulheres convidadas para rastreamento mamográfico com mulheres não submetidas a nenhuma intervenção são favoráveis ao uso da mamografia como método de detecção precoce capaz de reduzir a mortalidade por câncer da mama. As conclusões de estudos de meta-análise demonstram que os benefícios do uso da mamografia referem, principalmente, a cerca de 30% da diminuição da mortalidade em mulheres acima dos 50 anos, depois de sete a nove anos de implementação de ações organizadas de rastreamento.

A política de alerta à saúde das mamas destaca a importância do diagnóstico precoce e significa orientar a população feminina sobre as mudanças habituais das mamas em diferentes momentos do ciclo de vida e os principais sinais do câncer de mama.

A orientação é que a mulher realize a autopalpação das mamas sempre que se sentir confortável para tal (seja no banho, no momento da troca de roupa ou em outra situação do cotidiano), sem qualquer recomendação de técnica específica, valorizando-se a descoberta casual de pequenas alterações mamárias. A mulher deve ser estimulada a procurar esclarecimento médico sempre que houver dúvida em relação aos achados da autopalpação das mamas e a participar das ações de detecção precoce do câncer de mama. O sistema de saúde deve adequar-se para acolher, informar ou realizar os exames diagnósticos adequados em resposta a esta demanda estimulada.

Esta estratégia mostrou ser mais efetiva do que o autoexame das mamas, isto é, a maior parte das mulheres com câncer de mama identificou o câncer por meio da palpação ocasional em comparação com o autoexame (aproximadamente 65% das mulheres identificam o câncer de mama ao acaso e 35% por meio do autoexame).

A estratégia do diagnóstico precoce é especialmente importante em contextos de apresentação avançada do câncer de mama.

 Rastreamento do Câncer da Mama

O rastreamento é uma estratégia dirigida às mulheres na faixa etária em que o balanço entre benefícios e riscos do rastreamento é mais favorável, com maior impacto na redução da mortalidade.

Os benefícios são o melhor prognóstico da doença, com tratamento mais efetivo e menor morbidade associada, enquanto os riscos ou malefícios incluem os resultados falso-positivos e falso-negativos, que geram ansiedade ou falsa tranquilidade à mulher; o sobrediagnóstico e sobretratamento, relacionados à identificação de tumores de comportamento indolente; e o risco da exposição à radiação ionizante, se excessiva ou mal controlada. 

O rastreamento pode ser oportunístico ou organizado. No primeiro, o exame de rastreio é oferecido às mulheres que oportunamente chegam às unidades de saúde, enquanto o modelo organizado é dirigido às mulheres elegíveis de uma dada população que são formalmente convidadas para exames periódicos. A experiência internacional tem demonstrado que este modelo apresenta melhores resultados e menores custos.

Em países que implantaram programas efetivos de rastreamento, com cobertura da população-alvo, qualidade dos exames e tratamento adequado, a mortalidade por câncer da mama está a reduzir. As evidências de impacto do rastreamento na mortalidade por esta neoplasia justificam a sua adoção como política de saúde pública, tal como é recomendado pela OMS.

No Brasil, a mamografia e o exame clínico das mamas (ECM) são os métodos preconizados para o rastreamento na rotina de atenção integral à saúde da mulher.

A recomendação para as mulheres de 50 a 69 anos é a realização de mamografia a cada dois anos e do exame clínico das mamas anualmente. A mamografia nesta faixa etária e de periodicidade bienal é a rotina adotada na maioria dos países que implantaram rastreamento organizado do câncer da mama e baseia--se na evidência científica do benefício desta estratégia na redução da mortalidade neste grupo.

Segundo revisões sistemáticas recentes, o impacto do rastreamento mamográfico na redução da mortalidade por câncer de mama pode chegar a uma redução de 25%. 

As mulheres de idade entre os 40 e 49 anos, a recomendação são o exame clínico anual e a mamografia diagnóstica em caso de resultado alterado. Segundo a OMS, a inclusão desse grupo no rastreamento mamográfico tem atualmente limitada evidência de redução da mortalidade. Uma das razões é a menor sensibilidade do exame de mamografia em mulheres na pré-menopausa pela maior densidade mamária.

Além desses grupos, há também a recomendação para o rastreamento de mulheres com risco elevado de câncer da mama, cuja rotina de exames deve iniciar-se aos 35 anos, com exame clínico das mamas e mamografia anuais.

 O risco elevado de câncer da mama inclui: história familiar de câncer da mama em parente de primeiro grau antes dos 50 anos ou de câncer bilateral ou de ovário em qualquer idade; história familiar de câncer de mama masculino; e diagnóstico histopatológico de lesão mamária proliferativa com atipia ou neoplasia lobular in situ. A definição sobre a forma de rastreamento da mulher de alto risco não tem ainda suporte nas evidências científicas atuais e é variada a abordagem deste grupo nos programas nacionais de rastreamento. Recomenda-se que as mulheres com risco elevado de câncer de mama tenham acompanhamento clínico individualizado.

O êxito das ações de rastreamento depende dos seguintes pilares:

Informar e mobilizar a população e a sociedade civil organizada;

Alcançar a meta de cobertura da população alvo;

Garantir acesso a diagnóstico e tratamento;

Garantir a qualidade das ações; e,

Monitorar e gerenciar continuamente as ações.

Auto-exame das Mamas

O INCA no Brasil, não estimula o auto-exame das mamas como estratégia isolada de detecção precoce do câncer da mama. A recomendação é que o exame das mamas pela própria mulher faça parte das ações de educação para a saúde que contemplem o conhecimento do próprio corpo.

As evidências científicas sugerem que o auto-exame das mamas não é eficiente para o rastreamento e não contribui para a redução da mortalidade por câncer da mama. Além disso, o auto-exame das mamas traz consigo consequências negativas, como aumento do número de biópsias de lesões benignas, falsa sensação de segurança nos exames falsamente negativos e impacto psicológico negativo nos exames falsamente positivos.

O exame das mamas realizado pela própria mulher não substitui o exame físico realizado pelo  profissional de saúde (médico ou enfermeiro) qualificado para essa atividade.

Tratamento do Câncer da Mama

O tratamento depende do estadiamento do câncer e pode ser feito com radioterapia, quimioterapia e/ou cirurgias. Frequentemente é necessário realizar uma mastectomia no seio afetado.

Importantes avanços na abordagem do câncer de mama aconteceram nos últimos anos, principalmente no que diz respeito a cirurgias menos mutilantes, assim como a procura da individualização do tratamento. O mesmo varia de acordo com o estadiamento da doença, as suas características biológicas, e também com as condições da paciente (idade, status menopausal, comorbidades e preferências).

O prognóstico do câncer de mama depende da extensão da doença (estadiamento). Quando a doença é diagnosticada no início, o tratamento tem maior potencial de cura. Quando há evidências de metástases (doença à distância), o tratamento tem por objetivo principal prolongar a sobrevida e melhorar a qualidade de vida.

As modalidades de tratamento do câncer da mama podem são:

- Tratamento local: cirurgia e radioterapia

- Tratamento sistémico: quimioterapia, hormonioterapia e terapia biológica

Estádios I e II

Nos estádios I e II, a conduta habitual consiste em cirurgia, que pode ser conservadora, com retirada apenas do tumor; ou mastectomia, com retirada da mama. A avaliação dos linfonodos axilares tem função prognóstica e terapêutica.

Após a cirurgia, o tratamento complementar com radioterapia pode ser indicado em algumas situações. A reconstrução mamária deve ser sempre considerada nos casos de mastectomia. O tratamento sistémico será determinado de acordo com o risco de recorrência (idade da paciente, comprometimento linfonodal, tamanho tumoral, grau de diferenciação), assim como das características que irão ditar a terapia mais apropriada. Essa última baseia-se principalmente na mensuração dos receptores hormonais (receptor de estrogénio e progesterona)-quando a hormonioterapia pode ser indicada; e também de HER-2 (fator de crescimento epidérmico 2), com possível indicação de terapia biológica anti-HER-2.

Estádio III

As pacientes com tumores maiores, ainda localizados, enquadram-se no estádio III. Nessa situação, o tratamento sistémico (na maioria das vezes, com quimioterapia) é a modalidade terapêutica inicial. Após resposta adequada, segue-se o tratamento local.

Estádio IV

Nesse estádio é fundamental que a decisão terapêutica procure o equilíbrio entre a resposta tumoral e o possível prolongamento da sobrevida, tendo em consideração os potenciais efeitos colaterais decorrentes do tratamento. A modalidade principal nesse estádio é sistémica, sendo o tratamento local reservado para as indicações restritas.

A atenção à qualidade de vida da paciente com câncer de mama deve ser preocupação dos profissionais de saúde ao longo de todo o processo terapêutico.

O tratamento do câncer de mama, conforme prevê a Política Nacional de Atenção Oncológica do Brasil, deve ser feito nas Unidades de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon) e nos Centros de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (Cacon), que fazem parte de hospitais de nível terciário. Este nível de cuidados de saúde deve estar capacitado para determinar a extensão da neoplasia (estadiamento), tratar, cuidar e assegurar a qualidade da assistência oncológica.

O Ministério da Saúde do Brasil atualizou, em 11 de março de 2009, as habilitações das Unacon e Cacon para o tratamento do câncer - Portaria nº 62 da Secretaria de Atenção à Saúde (SAS). As habilitações são periodicamente atualizadas de acordo com a necessidade e indicação dos estados e são baseadas em padrões e parâmetros publicados na Portaria da Secretaria de Atenção à Saúde (SAS/MS) n° 741, de dezembro de 2005. A lista de Unacon e Cacon habilitados no SUS é atualizada periodicamente. .

O INCA é um dos responsáveis pelo projeto de expansão da atenção oncológica a nível terciário (Projeto EXPANDE), em parceria com estados, municípios e hospitais públicos ou filantrópicos. É atribuição das secretarias estaduais e municipais de Saúde organizar o fluxo de atendimento dos pacientes na rede assistencial, estabelecendo a referência dos pacientes para a Unacon ou Cacon.

Radioterapia

O tratamento do câncer pode ser feito através de cirurgia, radioterapia, quimioterapia ou transplante da medula óssea. Em muitos casos, é necessário combinar essas modalidades.

Perguntas e respostas mais frequentes sobre radioterapia

O que é a radioterapia?

A radioterapia é um tratamento no qual se utilizam radiações para destruir um tumor ou impedir que as suas células aumentem. Estas radiações não são vistas e durante a aplicação o paciente não sente nada. A radioterapia pode ser usada em combinação com a quimioterapia ou outros recursos usados no tratamento dos tumores.

Quais são os benefícios da radioterapia?

Metade dos pacientes com câncer é tratada com radiações, e é cada vez maior o número de pessoas que ficam curadas com este tipo de tratamento. Para muitos pacientes, é um meio bastante eficaz, fazendo com que o tumor desapareça e a doença fique controlada, ou até mesmo curada. Quando não é possível obter a cura, a radioterapia pode contribuir para a melhoria da qualidade de vida, porque as aplicações diminuem o tamanho do tumor, o que alivia a pressão, reduz hemorragias, dores e outros sintomas, proporcionando alívio aos pacientes.

Como é feita a radioterapia?

O número de aplicações necessárias pode variar de acordo com a extensão e a localização do tumor, dos resultados dos exames e do estado de saúde da paciente. Para programar o tratamento, é utilizado um aparelho chamado simulador. Através de radiografias, o médico delimita a área a ser tratada, marcando a pele com tinta vermelha. Para que a radiação atinja somente a região marcada, em alguns casos pode ser feito um molde de gesso ou de plástico, para que a paciente se mantenha na mesma posição durante a aplicação.

O paciente ficará deitado sob o aparelho, que será direcionado para o traçado sobre a pele. É possível que sejam usados protetores de chumbo entre o aparelho e algumas partes do corpo, para proteger os tecidos e órgãos sadios.

De acordo com a localização do tumor, a radioterapia é feita de duas formas:

- Teleterapia ou Radioterapia Externa em que os aparelhos ficam afastados da paciente.

- Braquiterapia ou Radioterapia de Contato em que os aparelhos ficam em contato com o organismo da paciente. Esse tipo trata outros tumores além do das mamas. As aplicações podem ser feitas em ambulatório. Pode ser necessário receber primeiro a Radioterapia Externa e depois a Braquiterapia.

Quais os possíveis efeitos da radioterapia e o que fazer quando surgirem?

A intensidade dos efeitos da radioterapia depende da dose do tratamento, da parte do corpo tratada, da extensão da área radiada, do tipo de radiação e do aparelho utilizado. Geralmente aparecem na 3.ª semana de aplicação e desaparecem poucas semanas depois de terminado o tratamento, podendo durar mais tempo. Os efeitos indesejáveis mais freqüentes são:

- Cansaço: a paciente deve diminuir as atividades e descansar nas horas livres. Algumas pessoas preferem ausentar-se do trabalho, outras trabalham menos horas no período de tratamento.

- Perda de apetite e dificuldade para ingerir alimentos: é recomendável comer pouco e mais vezes. A paciente deve ingerir coisas leves e variar a comida para melhorar o apetite. Fazer uma caminhada antes das refeições também ajuda. Em alguns casos, a saliva torna-se mais espessa e altera o sabor dos alimentos, mas após o término do tratamento o paladar irá melhorar.

- Reação da pele: A pele que recebe radiação poderá irritar-se, ficar vermelha, queimada ou bronzeada, tornando-se seca e escamosa. É importante informar o médico, durante as consultas de revisão, qualquer das seguintes situações: febre igual ou acima de 38.°C, dores, assaduras e bolhas e secreção na pele.

Alguns cuidados podem reduzir essas sensações:

- Lavar a área com água e sabão, e enxugar com uma toalha macia, sem esfregar;

- Não usar na área em tratamento cremes, loções, talcos, desodorantes, perfumes, medicações ou qualquer outra substância não autorizada pelo médico. Isso pode alterar a reação da radioterapia;

- Utilizar qualquer tipo de curativo na pele (como gaze ou band-aid) com a orientação médica;

- Não utilizar sacos de água quente ou gelo, saunas, banhos quentes, lâmpadas solares ou qualquer outro material sobre a pele em tratamento;

- Proteger a pele da luz solar até um ano depois do fim do tratamento, usando protetor solar fator 15 ou uma blusa ou camiseta.

- Evitar usar roupas apertadas, soutiens, camisas com colarinhos, calças jeans, etc.;

- Não usar tecidos sintéticos do tipo nylon, lycra, algodão ou tecidos mistos com muita fibra sintética.

Quimioterapia

 

 É um tipo de tratamento, em que se utilizam medicamentos para combater o câncer, e são aplicados, na sua maioria, na veia, podendo também ser dados por via oral, intramuscular, subcutânea, tópica e intratecal. Os medicamentos misturam-se com o sangue e são levados a todas as partes do corpo, destruindo as células doentes que estão a formar o tumor e impedir, também, que se espalhem pelo corpo.

Perguntas e Respostas sobre Quimioterapia

 O que é a quimioterapia?

Quimioterapia é um tratamento que utiliza medicamentos para destruir as células doentes que formam um tumor. Dentro do corpo humano, cada medicamento age de uma maneira diferente. Por este motivo são utilizados vários tipos de cada vez no paciente que recebe o tratamento.

Estes medicamentos misturam-se com o sangue e são levados a todas as partes do corpo, destruindo as células doentes que estão formar o tumor e impedir, também, que se espalhem pelo corpo.

O paciente pode receber a quimioterapia como tratamento único ou aliada a outros, como radioterapia e/ou cirurgia.

Como é feito o tratamento?

O tratamento é administrado por enfermeiros especializados e auxiliares de enfermagem, podendo ser feito das seguintes maneiras:

Via oral (pela boca): a paciente ingere pela boca o medicamento na forma de comprimidos, cápsulas e líquidos. Pode ser feito em casa.

Intravenosa (pela veia): a medicação é aplicada diretamente na veia ou por meio de cateter (um tubo fino colocado na veia), na forma de injeções ou dentro do soro.

 Intramuscular (pelo músculo): a medicação é aplicada por meio de injeções no músculo.

 Subcutânea (pela pele): a medicação é aplicada por injeções, por baixo da pele.

Intracraneal (pela espinha dorsal): menos frequente, podendo ser aplicada no liquor (líquido da espinha), pelo próprio médico ou no centro cirúrgico.

Tópico (sobre a pele ou mucosa): o medicamento (líquido ou pomada) é aplicado na região afetada.

Quanto tempo demora todo o tratamento?

 A duração do tratamento é planeada de acordo com o tipo de tumor e varia de caso para caso. Ainda que o paciente não sinta qualquer mal-estar, as aplicações de medicamento não devem ser suspensas. Somente o médico indicará o fim do tratamento.

 Como é feita uma aplicação de quimioterapia?

A quimioterapia não causa dor. O paciente deve sentir apenas a “picada” da agulha na pele. Algumas vezes, certos remédios podem causar uma sensação de desconforto, queimação na veia ou placas avermelhadas na pele, como urticária. O médico deve ser imediatamente avisado de qualquer reação. O tempo de aplicação vai depender do tipo de tratamento determinado pelo médico. Existem situações em que a paciente precisa de  ser internada para receber aplicações mais prolongadas.

É necessário mudar a rotina diária durante o tratamento?

Não. O paciente pode manter as atividades de trabalho normais, devendo comunicar ao médico qualquer reação do tratamento.

Sono: é importante dormir bem e repousar, principalmente após receber a aplicação. Isso porque um corpo descansado responde melhor ao tratamento e ajuda a reduzir os efeitos desagradáveis que pode causar.

Outros medicamentos: a paciente deve informar ao médico se possui outro problema de saúde e se toma outros medicamentos.

Bebidas alcoólicas: são permitidas, desde que ingeridas em pequenas quantidades. É proibido tomar bebidas alcoólicas poucos dias antes ou poucos dias após receber a aplicação da quimioterapia; e quando o paciente estiver a tomar antibióticos, tranquilizantes ou remédios para dormir.

Queda dos cabelos: caso ocorra, é importante saber que o cabelo voltará a crescer quando acabar o tratamento ou até mesmo antes. Para contornar esse desconforto, podem ser usados bonés, perucas, lenços etc.

Menstruação: as mulheres que menstruam podem apresentar algumas alterações no ciclo menstrual, em que o fluxo de sangue do período pode aumentar, diminuir ou parar completamente. Se isto acontecer, deve ser comunicado ao médico. No entanto, após o término do tratamento, o ciclo menstrual retornará ao normal.

Tratamento dentário: só deve ser feito mediante autorização do médico.

Atividades sexuais: a quimioterapia não interfere nem prejudica as relações sexuais, que podem ser mantidas normalmente. Vale ressaltar que a gravidez deve ser evitada durante o tratamento. Por isso, homens e mulheres devem usar preservativo em todas as relações sexuais, e as mulheres também devem usar pílulas anticoncepcionais se o médico prescrever.

 Quais os efeitos colaterais da quimioterapia?

Alguns efeitos indesejáveis podem ocorrer. Saiba o que fazer em cada situação.

Fraqueza: a paciente deve evitar esforço excessivo e aumentar as horas de descanso. Para tanto, pode dividir com alguém as atividades caseiras e combinar um melhor horário de trabalho.

Diarréia: o médico irá receitar medicamentos próprios para combater a diarréia, o que pode ser ajudado com a ingestão de líquidos e de alimentos como arroz, queijo, ovos cozidos, purês e banana, que ajudam a “segurar” o intestino. O paciente deve lavar-se após cada episódio de diarréia e consultaro nutricionista.

Perda de peso: alimentos como gemadas, milk-shakes, queijo, massas e carnes, ajudam a aumentar seu peso, e devem ser ingeridos principalmente no intervalo entre uma aplicação e outra.

Aumento de peso: neste caso, a paciente deve reduzir a quantidade de alimentos, diminuir ou cortar o sal da alimentação e comer mais frutas.

Feridas na boca: para minimizar esse efeito, deve-se manter a boca sempre limpa, e evitar usar escova de dentes e prótese dentária. O lavar da boca deve ser feito com água filtrada e uma colher de chá de bicarbonato. É indicado comer alimentos pastosos, sopas ou sucos. Alimentos gelados (sorvetes, refrigerantes, gelatina) ajudam a anestesiar a boca.

Queda de cabelos e outros pêlos do corpo: para contornar essa situação passageira, podem ser utilizados perucas, lenços e demais acessórios para melhorar o visual.

Enjôo: o paciente deve comer em pequenas quantidades e com mais frequência. Rebuçados à base de hortelã, água mineral gelada com limão, bebidas com gás e sorvetes ajudam a melhorar este tipo de desconforto.

 Vómitos: evitar alimentos com muito tempero ou muito gordurosos (é bem aceite a pipoca sem gordura) e bebidas alcoólicas; tomar os remédios para enjôo e vómito que forem receitados pelo médico; comer algo leve antes da aplicação e dormir após.

Tonturas: a paciente deve vir acompanhado para as sessões da quimioterapia. Após a aplicação, deve descansar, evitando passeios.

Existem cuidados especiais para a paciente em tratamento?

Ao fazer a barba, o paciente deve ter cuidado para não se cortar (se possível, usar barbeador elétrico). Nas mãos, evitar retirar cutículas e cuidado ao cortar as unhas. Caso sinta ressecamento da pele ou descamação, pode passar hidratante que não contenha álcool (como por exemplo óleo de amêndoa, leite de aveia, Proderm). Não usar desodorantes que contenham álcool.

Alguns medicamentos, quando administrados fora da veia, podem causar lesões do tipo queimaduras, que, quando não tratadas, podem causar algumas complicações. Podem surgir dores, queimação, inchaço, vermelhidão no braço e outros sintomas, que podem ser sentidos durante a injeção ou algum tempo (até dias) depois. Caso isso aconteça, a equipe médica deve ser avisada. Em casa, o paciente pode tomar algumas medidas:

Lavar o braço com água e sabão;

Mergulhar o braço em água gelada durante 20 minutos, várias vezes ao dia, até que desapareça a vermelhidão;

Manter o braço elevado o maior tempo possível.

Em que situações, a paciente em tratamento deve procurar o médico?

 A paciente deve retornar ao hospital imediatamente em caso de:

Febre por mais de duas horas, principalmente igual ou acima de 38.°C;

Manchas ou placas avermelhadas no corpo;

Sensação de dor ou ardência ao urinar;

Dor em qualquer parte do corpo inexistente antes do tratamento;

Sangramento que demoram a estancar;

 Falta de ar ou dificuldade em respirar;

 Diarreia por mais de dois dias.

O enfermeiro ou médico devem ser informados sempre, sobre tudo o que a paciente sentiu depois de receber a quimioterapia.

 Cuidados Paliativos

Segundo a OMS, é um conceito criado em 1990 e atualizado em 2002, sendo “Cuidados Paliativos, os que consistem na assistência promovida por uma equipe multidisciplinar, que objetiva a melhoria da qualidade de vida do paciente e seus familiares, diante de uma doença que ameace a vida, por meio da prevenção e alívio do sofrimento, por meio de identificação precoce, avaliação impecável e tratamento de dor e demais sintomas físicos, sociais, psicológicos e espirituais”

Cirurgia Reconstrutiva da Mama

 A reconstrução deve ser feita sempre que possível após câncer da mama bilateral com mastectomia sem danos aos mamilos. Afim de facilitar a reconstrução o cirurgião pode fazer cirurgias menos invasivas poupando o mamilo e planeando o tamanho e localização da cicatriz para menor dano estético.

A área de mais difícil restauração é o mamilo, por isso pode-se negociar com o médico sobre as possibilidades de minimizar o dano ao local.

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 O câncer da mama é um crescimento maligno que começa no tecido mamário. Durante sua vida uma de cada oito mulheres será diagnosticada com câncer da mama. Existem vários tipos diferentes de câncer de mama. O carcinoma ductal começa no revestimento dos canais (ductos) que levam leite ao mamilo e é responsável por mais de três quartos dos cânceres de mama. O carcinoma lobular começa nas glândulas secretoras de leite do seio mas é, a excepção, muito similar em seu comportamento ao carcinoma ductal. Outras variedades de câncer de mama podem desenvolver-se a partir da pele, gordura, tecido conectivo e de outras células presentes nos seios.

Estes fatos sugerem que o câncer da mama se deve ao crescimento a partir de células geneticamente destruídas. Sabe-se que esse dano genético se acumula gradualmente nas células do corpo com o tempo. As mulheres portadoras de mutações do BRCA1 e/ou do BRCA2 têm uma "vantagem inicial" neste processo.

 FACTORES DE RISCO

As influências hormonais são importantes, porque estimulam o crescimento celular. Altos níveis hormonais durante os anos reprodutivos de uma mulher, especialmente quando estes não foram interrompidos pelas mudanças hormonais da gravidez, parecem aumentar as possibilidades de que as células geneticamente destruídas cresçam e causem o câncer.

Menarquia e menopausa tardia: as mulheres que iniciam cedo seus períodos menstruais (antes dos 12 anos) ou chegam à menopausa depois dos 55 têm um risco maior. Igual sucede com aquelas que não tiveram filhos ou os tiveram depois dos 30 anos de idade.

Anticonceptivos orais: os anticonceptivos orais podem aumentar ligeiramente o risco de sofrer câncer da mama, dependendo da idade, o tempo de uso e outros factores.

Ninguém sabe por quanto tempo se mantém este efeito depois de suspendê-los.

Terapia de substituição hormonal: demonstrou-se que o uso de terapia de substituição hormonal aumenta o risco de sofrer câncer da mama.

 Características físicas: o papel da obesidade como factor de risco continua sendo controvertido. Alguns estudos mostram que se associa possivelmente com a produção de altos níveis de estrógenos nas mulheres obesas.

Consumo de álcool: o alto consumo de álcool (mais de 1 ou 2 copos ao dia) relaciona-se com um maior risco de sofrer câncer da mama. Químicos: vários estudos assinalaram que a exposição a substâncias químicas similares aos estrógenos, que se encontram em pesticidas e certos produtos industriais, pode aumentar também este risco.

 DES: as mulheres que tomaram dietilstilbestrol (DES) para evitar abortos podem ter um risco alto de sofrer câncer da mama.

Radiação: as pessoas que têm estado expostas à radiação, particularmente durante sua infância, podem ter igualmente um risco alto, sobretudo quem recebeu radiação no tórax por um câncer anterior.

Estes factos sugerem que o câncer de mama se deve ao crescimento a partir de células geneticamente destruídas. (não uso o termo correcto medico para melhor entendimento) Sabe-se que esse dano genético se acumula gradualmente nas células do corpo com o tempo. As mulheres portadoras de mutações do BRCA1 e/ou do BRCA2 têm uma vantagem inicial neste processo.

 Outros factores de risco: vários estudos mostraram que o ter tido tumores prévios nas mamas, útero, ovários ou cólon, e uma história de câncer na família aumentam o risco a câncer de mama.

O modelo Gail é uma ferramenta simples para avaliar os riscos de sofrer câncer de mama, que toma em conta os factores de risco mais importantes e que aconselho. Estes textos vão abordar exaustivamente esta matéria não deixando espaços brancos e a regularidade irá ser seguida.

 SINTOMAS

 ·        Protuberâncias nas mamas ou massas mamárias identificadas durante um auto exame de mama, as quais costumam ser indolores, de firmes a duras e, pelo geral, com rebordos irregulares.

 ·        Protuberâncias ou massas na axila.

 ·        Mudança no tamanho ou forma do seio.

 ·        Secreção anormal do mamilo costuma ser um líquido sanguinolento ou de claro a amarelado ou esverdeado pode parecer pus (purulento).

·        Mudanças na cor ou sensação da pele do mamilo ou da auréola com orifícios, franzido ou escamosa retracção, aparência de "concha de laranja" veias acentuadas na superfície do seio.

·        Mudanças na aparência ou sensibilidade do mamilo afundado (retracção), aumento.

 ·        Dor, aumento de tamanho ou moléstia só de um lado.

 ·        Qualquer protuberância no seio, dor, sensibilidade ou outra mudança num homem.

 ·        Os sintomas de doença avançada são dor óssea, perda de importância, inflamação de um braço e ulceração cutânea.

Por favor se notarem alguma dessas situações vão imediatamente ao vosso médico de família. Só se salvou as pessoas que vão ao médico porque 80% dos casos não é câncer da mama e quando é diagnosticado se resolve a situação. Ninguém se salvou até hoje ficando em casa chorando e dizendo não consigo.

 As pessoas que passaram por esse tipo de situações podem conter a sua situação em termos psicológicos de auto-ajuda positiva.

 CADA CASO É UM CASO DIFERENTE ENTENDAM POR FAVOR.

 SINAIS E EXAMES

Todas as mudanças preocupantes nas mamas devem ser confirmados e pesquisados por um médico. Depois de obter tanta informação quanta seja possível a respeito dos sintomas e os factores de risco, o médico leva cabo um exame físico que inclui as duas mamas, axilas e a área do pescoço e do tórax.

Podem-se recomendar exames e tratamentos adicionais.

A mamografia radiológica pode ajudar a identificar a massa mamária.

Etapas do Câncer da Mama:

ETAPA 0: doença in situ (no lugar) na qual as células cancerosas se mantêm em sua localização original dentro do tecido mamário. Conhecido como carcinoma de condutos in situ (DCIS) ou carcinoma lobular in situ (LCIS) e dependendo do tipo de células envolvidas e a localização, é uma condição pré-cancerosa. Só uma pequena quantidade dos tumores DCIS progridem até converter-se em câncer invasivos.

Existe alguma controvérsia dentro da comunidade médica sobre a melhor maneira de tratar estes DCIS.

ETAPA I: tumor menor a 2 cm de diâmetro sem disseminar-se além da mama.

ETAPA IIA: tumor de 2 a 5 cm de diâmetro, sem disseminação a gânglios linfáticos axilares, ou tumor de menos de 2 cm com disseminação aos ditos gânglios.

 ETAPA IIB: tumor maior que 5 cm de diâmetro sem disseminação a gânglios linfáticos axilares ou tumor de 2 a 5 cm com disseminação a estes gânglios.

 ETAPA IIIA: tumor menor de 5 cm com disseminação a gânglios axilares unidos entre si ou a outras estruturas, ou tumor maior de 5 cm com disseminação a estes gânglios.

 ETAPA IIIB: tumor com invasão à pele da mama ou à parede torácica, ou se disseminou a gânglios linfáticos dentro da parede torácica ao longo do externo.

 ETAPA IV: tumor de qualquer tamanho disseminado além da mama e a parede torácica, como ao fígado, os ossos ou os pulmões.

Muitos factores adicionais, além da definição das etapas, podem influir nos tratamentos recomendados e o resultado provável.

Entre estes podem estar o tipo preciso de célula e à aparência do câncer, o fato de se as células cancerosas respondam ou não aos harmónios e a presença ou ausência de genes que se sabe causam o câncer de mama.

 Tratamento

 A selecção do tratamento inicial está baseada em muitos factores. Para o câncer em etapas I, II ou III, as principais considerações são tratar adequadamente o câncer e evitar a recorrência, já seja no lugar do tumor original (local) ou em qualquer outra parte do corpo (metastática). Para a etapa IV, o objectivo é melhorar os sintomas e prolongar a sobrevivência, no entanto, na maioria dos casos o câncer em etapa IV não se pode curar. A cirurgia pode consistir só em extracção do tumor da mama (tumorectomia), ou mastectomia parcial, total ou radical, pelo geral com a extracção de um ou mais gânglios linfáticos da axila. Com frequência, utilizam-se procedimentos especiais para encontrar os gânglios linfáticos aos que mais provavelmente se disseminou o câncer (gânglios sentinela).

 Se pode dirigir terapia por radiação ao tumor, à mama, à parede torácica ou a outros tecidos que se conhece ou se suspeita que fiquem com células cancerosas. A quimioterapia se utiliza para ajudar a eliminar as células cancerosas que ainda possam ficar na mama ou que já se tenham disseminado a outras partes do corpo. Utiliza-se terapia hormonal com tamoxifen para bloquear os efeitos do estrogénio que de outra maneira pode ajudar às células cancerosas a sobreviver e crescer. A maioria das mulheres com cânceres de mama que apresentam estrogénio ou progesterona em sua superfície beneficiam do tratamento com tamoxifen. Uma nova classe de medicamentos denominados inibidores da aromatasa, como Aromasin, demonstraram ser tão bons como ou possivelmente melhores que o tamoxifen em mulheres com cânceres de mama na etapa IV. A maioria das mulheres recebe uma combinação destes tratamentos. Para os tumores em etapa 0, o tratamento regular é a mastectomia ou tumorectomia mais radiação. No entanto, existe alguma controvérsia sobre a melhor maneira de tratar o DCIS. Para os casos em etapas I e II, o tratamento regular é tumorectomia (mais radiação) ou mastectomia com a extirpação de ao menos o "gânglio sentinela".

 Grupo de Apoio

Pode-se ajudar a aliviar o stresse provocado pela doença unindo-se a um grupo de apoio, em que os membros compartilham experiências e problemas comuns. Expectativas (prognóstico) A etapa clínica do câncer de seio são o melhor indicativo para o prognóstico (resultado provável), além de outros factores.

 Os índices de sobrevivência de cinco anos para os indivíduos com câncer mamário que recebem o tratamento apropriado são aproximadamente:

 ·        95% para a etapa 0

 ·        88% para a etapa I

 ·        66% para a etapa II

 ·        36% para a etapa III

 ·        7% para a etapa IV

Os gânglios linfáticos axilares são a via principal que as células cancerosas devem utilizar para chegar ao resto do corpo. A extensão para eles afecta significativamente o prognóstico. A quimioterapia e a terapia hormonal podem, pelo contrário, melhorar o prognóstico em todos os pacientes e aumentar as possibilidades de cura em pacientes com tumores nas etapas I, II e III.

COMPLICAÇÕES

 Inclusive com os tratamentos agressivos e apropriados, o câncer mamário costuma disseminar-se (fazer metástase) a outras partes do corpo como os pulmões, o fígado e os ossos. A taxa de recorrência é de 5% depois de uma mastectomia total e extirpação dos gânglios linfáticos da axila quando se encontra que ditos gânglios não têm câncer. A taxa de recorrência é de 25% naqueles indivíduos com tratamentos similares quando os gânglios têm câncer. Outras complicações podem ser resultado da cirurgia, a alteração da drenagem da linfa desde o braço, as mudanças causadas pela radiação e o tratamento com quimioterapia e tamoxifen. No entanto, as consequências de atrasar ou evadir a detecção a tempo e o tratamento do câncer de mama são bem mais devastadoras e com frequência letais.

Situações que requerem assistência médica

Deve-se comunicar ao médico se um homem ou mulher detecta qualquer dos sintomas que poderiam indicar câncer de mama:

·        Uma mulher maior de 40 anos que não realizou um mamograma no último ano.

 ·        Uma mulher de 35 anos ou mais e tem uma mãe ou uma irmã com câncer de mama ou antecedentes prévios de câncer mamário, uterino, ovárico ou de cólon.

 ·        Uma mulher de 20 anos ou mais do que não conhece o procedimento ou precisa ajuda para aprender a realizar o auto exame de mama.

 Muitos dos factores de risco não se podem controlar.

 É possível reduzir os riscos através de mudanças na dieta e no estilo de vida.

 A maioria dos esforços se concentraram na detecção a tempo, já que o câncer da mama se trata mais facilmente e com frequência é curável se detectado a tempo.

 O auto exame das mamas, ou exame clínico das mamas por parte de um profissional treinado e a mamografia são as três ferramentas para a detecção a tempo.

Recomendo o auto exames de mama mensal, na semana seguinte ao período menstrual se a pessoa tem 20 anos ou mais.

 Os exames clínicos regulares por parte de um médico se recomendam para mulheres entre os 20 e 39 anos de idade e ao menos cada três anos.

A partir dos 40 anos de idade, as mulheres devem fazer-se um exame clínico regular com um médico 1 vez ao ano.

 A mamografia é a forma mais efectiva de detectar precocemente o câncer de mama.

  Recomendo a realização de mamografias cada ano para todas as mulheres de 40 anos ou mais.

 Recomendo a cada 1 ou 2 anos para mulheres maiores de 40 anos ou mais.

 Para aquelas mulheres com factores de risco, entre os que se conta a história de familiares próximos com câncer, as mamografias anuais devem começar a realizar-se 10 anos antes da idade que tinha o parente afectado ao momento de seu diagnóstico.

 Dois medicamentos que mostraram ser capazes de reduzir o risco de câncer de mama estão sob estudo. Estes são tamoxifen (Nolvadex) e raloxifene (Evista) e ambos se comportam como antiestrogénicos no tecido mamário.

 O tamoxifen já é amplamente utilizado para prevenir a recorrência em mulheres já tratadas por este tipo de câncer. Estão-se usando muitos outros agentes hormonais mais novos, como os inibidores da aromatasa e outros, depois de suspender o tamoxifen, ou inclusive em seu lugar. Para algumas mulheres em muito alto risco de câncer, o uso preventivo destes medicamentos pode ser apropriado, mas se deve conferir com um médico da especialidade (oncologia).

 A mastectomia preventiva, que é a extirpação cirúrgica de uma ou ambas mamas, é uma opção para prevenir o câncer de mama em mulheres de muito alto risco. (Caso mediático - Angeline Jolie)

 Depois da cirurgia, pode-se recomendar quimioterapia ou terapia hormonal ou ambas. A presença de tecido canceroso da mama nos gânglios linfáticos axilares é muito importante para a definição da etapa do processo e o tratamento e seguimento apropriados. As pacientes na etapa III em geral se tratam com cirurgia seguida de quimioterapia com ou sem terapia hormonal. Também se pode considerar a radioterapia sob circunstâncias especiais. O câncer de mama em etapa IV se pode tratar com cirurgia, radiação, quimioterapia, terapia hormonal ou uma combinação destas (segundo a situação).

 UMA DE MUITAS QUESTÕES POSTAS

 VC PODE RESPONDER!

 Porque ainda sentimos tantas restrições a pessoas que tiveram ou tem câncer? Já não seria a hora de se fazer algo para que todos tenham consciência que pode acontecer com qualquer um... muitos não gostam nem de falar no nome câncer. Dizem aquela doença feia ou ruim, afinal eu passei pela experiência e senti esta diferença as pessoas olham para vc com pena, ou acham que vc está sendo castigada por DEUS, imagine isto, como se DEUS fosse um carrasco, olha amigo eu acredito em problema cármico, conheço através do meu tratamento uma infinidade de pessoas que faziam prevenção e se foram, apesar de todos os cuidados, eu sempre falo se não for a hora o socorro virá do alto, afinal o Pai do céu deixou na terra seus anjinhos que são os médicos + o Pai do céu é o chefe da equipe médica é Ele que dirige todos os procedimentos necessários pra vc permanecer na terra, pois vc ainda tem algo a fazer antes de fazer a viagem de volta para casa

 RESPOSTA:

 Agradeço seu testemunho. Peço desculpa pelo atraso na publicação dos textos relativos a esta área. Estive de férias 2 meses e no momento com bastantes responsabilidades académicas e profissionais. Como médico e nos espaços clínicos onde trabalho o doente canceroso é tratado como uma pessoa normal, que está passando por uma fase menos boa de sua vida. Temos cuidado do acompanhamento psicológico complementar conjunto às famílias. A melhor ajuda para o sucesso de qualquer tratamento e cura é o próprio doente. A marginalidade depende das políticas sociais de cada país e da mentalidade do tecido social e respectivos componentes. Como médico não posso realizar minha profissão sem estar na inteira submissão de Deus. Porque uns vencem o câncer e outros não? Porque uns vencem o stroke e outros não? Porque uns vencem a depressão e outros não? Porque uns têm casamentos felizes, outros não? É uma resposta que a natureza humana procura sem sucesso ao longo da história da humanidade. Todavia, como médico aconselho a prevenção com uma vida equilibrada e com exercício e sendo o ser humano uma parte espiritual, a equilibrar com o alimento Deus.

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