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Depression (several languages)

 El fracaso no existe, solo existen resultados.

Anthony Robbins

 Entenda o que é a Depressão!

 Depressao

Nunca é demais o trabalho quando se consegue através da prevenção pela escrita/leitura salvar vidas ou evitar enfermidades.

 ADVERTÊNCIA:

Nada do que é dito substitui a ida ao seu médico assistente. Estes textos têm por fim alertar as pessoas para os sinais e fundamentalmente prevenir. Não têm carácter comercial ou promocional.

 Depois das doenças reumáticas, a primeira causa de incapacidade nos países desenvolvidos é a depressão. Afecta a milhões de pessoas em todo o mundo em maior ou menor medida, e existem verdadeiros problemas à hora de diagnosticá-la bem. Não se trata de um tema em moda, já que, segundo demonstraram recentes estudos, o absentismo ao trabalho por depressão é mais caro do que o tratamento para curá-la. Provoca um índice mais alto de incapacidade ao trabalho a curto prazo do que qualquer outra doença crónica, e para o ano 2020 será a segunda causa de incapacidade no mundo ocidental. Realmente, se adiantaria muito no seu tratamento se soubesse encaminhar correctamente quando dá os primeiros sinais. Cerca de 60 por cento das pessoas que padecem depressão não recebem tratamento, pelo que há um enorme poço do que se denomina depressão somatizada, ou encoberta.

 Ansiedade

A ansiedade, por outra parte, produz um aumento de secreção de harmónios e substâncias como a adrenalina, que provocam mudanças bruscas na respiração, tensão muscular, alterações circulatórias, abafos, sensação de falta de ar, falta de concentração e tonturas. Assim, os que sofrem de insónia, vítimas da ansiedade, são mais propensos a sofrer depressão. Por tipos de população, afecta o dobro das pessoas que vivem nas cidades com respeito à que vive no campo. Neste sentido a psicoterapia se revelou, à margem dos fármacos, como um dos tratamentos mais efectivos para superar a depressão. Reforça a acção dos medicamentos antidepressivos e ajuda a vencer esta doença. Uma variante deste tratamento, o que se denomina psicoterapia breve (com uma duração de entre seis e oito semanas. Em lugar dos prolongados tratamentos de terapia convencional, ajuda-se aos pacientes, a base de muito diálogo, a identificar e resolver os problemas que poderiam estar relacionados com o mal. Com respeito aos factores externos, demonstrou-se que a depressão tem relação com um maior consumo de cigarro e cafeína. A menor actividade física e a falta de sonho influem também negativamente. Quiçá um dos tipos de depressão mais preocupantes seja o das crianças. Demonstrou-se que o cinquenta por cento dos filhos de pais separados sofrem alterações psicológicas e de conduta depois dos divórcios. A ruptura de um casamento consiste numa das fontes de stress infantil mais frequente e preocupante, bem como um factor determinante na aparição de diversas alterações. As reacções gerais mais frequentes apontam para tendências agressivas, sentimentos de culpa, manifestações depressivas e atitudes regressivas, como transtornos da linguagem, ausência de controle sobre as necessidades fisiológicas, e outras.

 Como sei se tenho uma depressão?

 A depressão pode manifestar-se de diferentes formas, dependendo da severidade da mesma, a idade ou a personalidade prévia. Não obstante, pelo geral, o afectado está decaído, aborrecido e triste. A vida começa a carecer de sentido e nada tem importância. Quando estes sentimentos duram mais de duas semanas e acabam por interferir na vida laboral e social é possível que exista um quadro de depressão. Quais são seus sintomas? Na depressão maior, a mais comum de todos os tipos que existem, os sintomas que se desenvolvem de forma gradual ao longo de dias ou semanas frequentes são: perda de interesse pelas actividades diárias, pelo sexo ou os hobbies; chorar com frequência; sentir-se ansioso ou triste a maior parte do dia, a diário, ter problemas pára concentrar-se, tomar decisões ou recordar coisas; estar irritado, sentir-se culpado ou com baixa auto-estima e, inclusive, ter desejos de morrer e de suicidar-se. Ter insónia é um sintoma de depressão? Sim, quando se acompanha de outros como os anteriormente mencionados. Outros sinais físicos são: dormir muito, ganhar ou perder 5% do peso corporal sem causa aparente; sentir-se esgotado; ter dores de cabeça; problemas de estômago; sofrer dor crónica que não responde a nenhum tratamento e, em alguns casos, padecer diarreias ou prisão ou visão imprecisa.

 Quais são as causas desta doença?

Não há uma única razão por trás desta doença. Crê-se que existe uma vulnerabilidade genética a padecer este transtorno, ainda que não todas as pessoas com história familiar de depressão acabam desenvolvendo esta patologia. Existem outros factores de risco envolvidos como são: a vivência de uma situação stressante, o uso prolongado de certos fármacos, ter uma doença crónica, a dieta (a carência de vitamina B-12 e folato provocam sintomas de depressão), o abuso de drogas e o tipo de personalidade (aqueles que têm baixa auto-estima, são muito autocríticos ou pessimistas são mais vulneráveis a padecer a doença). Que provoca a alteração química no cérebro associada a esta patologia? Os estudos demonstraram que a depressão é provocada por um desequilíbrio no cérebro dos níveis de certos neurotransmissores como são a serotonina, a norepinefrina e a dopamina. Sabe-se que certos eventos físicos (como as mudanças hormonais que sofrem as mulheres na gravidez ou na menopausa) podem provocar alterações químicas no cérebro. Ainda se desconhecem os mecanismos que provocam estas mudanças.

Quais são os medicamentos mais eficazes?

Existem várias classes de antidepressivos, e ainda que os de última geração provocam menos efeitos secundários, todos parecem ser igual de efectivos à hora de combater a doença. Há que esperar entre quatro e oito semanas antes de notar uma melhoria. Há 30 anos existem os fármacos tricíclicos e os inibidores da monoaminoxidasa. Os de última geração são os inibidores da recaptação selectiva da serotonina. O primeiro deles em chegar ao mercado foi o Prozac, depois se aprovaram, Zoloft, Paxil e Luvox. Os mais recentes em aprovação são Bupropion, Desyrel e Effexor. Não obstante, tomar medicamentos como o Prozac não elimina a necessidade de seguir outras terapias, como a psicoterapia, que costuma aumentar a eficácia dos fármacos.

 Antes de seguir ao texto seguinte quero advertir:

  ·        Cada pessoa é um caso diferente com causas distintas.

  ·        Os medicamentos referenciados não é para chegar ao amigo médico clínico geral e pedir receita médica porque só vendidos com receita.

  ·        Os medicamentos que fazem bem a uma pessoa são desaconselhados a outra.

 Só o seu médico assistente saberá qual o medicamento apropriado e caso não saiba, encaminhará para o especialista dessa área.

 Para que servem estes textos?

Servem como conhecimento e prevenção e se quiserem retirar dúvidas.

 QUESTÕES PRINCIPAIS

 Como interactuam o álcool e os antidepressivos?

 Existem vários problemas que derivam da combinação de álcool e medicamentos contra a depressão. Primeiro, os antidepressivos podem provocar uma maior susceptibilidade a sofrer os efeitos tóxicos do álcool e, ademais, este tipo de bebidas reduz os efeitos dos medicamentos.

 Todos os antidepressivos causam problemas sexuais?

 Um dos efeitos secundários mais comum dos antidepressivos em homens e mulheres é a falta de desejo sexual e a dificuldade para atingir o orgasmo. Este problema é mais frequente com os medicamentos de recaptação da serotonina e os inibidores da monoaminoxidasa.

 Quanto dura uma depressão?

 Um episódio costuma durar habitualmente de 6 a 9 meses, mas em 15% a 20% dos pacientes se prolonga por dois anos ou mais. Em muitos casos, os episódios tendem a prolongar-se por toda a vida.

 Que posso fazer por mim mesmo?

 Ir ao médico com regularidade e não suspenda a medicação até prévio aviso para evitar recaídas. Uma boa dieta, fazer exercício e não consumir álcool ou outras drogas podem ser armas para lutar contra a depressão.

 Para quem não é medico recomendo a leitura do livro “How to stop your depression now” de Sharon Schurman.

 Poderá o amor e comunicação ser uma forma de terapia?

Sou de crer que é uma forma de terapia. É evidente que face a este tipo de transtorno o tratamento deve ser multidisciplinar e aplicado por especialistas que são as pessoas indicadas a poder valorizar em profundidade o problema, suas causas e possíveis soluções. Não obstante é muito importante que o meio da pessoa deprimida seja afectuoso, compreensivo e comunicativo, já que quando alguém vive situações emocionais difíceis tende a sentir-se inundada por uma sensação de terrível solidão que podemos paliar com grandes doses de amor através de gestos e palavras.

 Para minorar esses efeitos, deve ser disciplinado o tempo, de forma a estar o maior período possível, com o familiar que apresenta esse quadro clínico, como por exemplo ver um filme, presenteá-lo, conversar e sobretudo dar-lhe a atenção necessária escutando os seus problemas e queixas. Sei o cada vez mais difícil que se torna no mundo e sociedades em que vivemos praticar este tipo de situações. Mas por falta desse tempo o mundo se está aniquilando psicologicamente.

O Ouvir sem condições, deixou de existir no mapa da amizade. O mais interessante de tudo, somos nós clínicos, que tentamos lutar diariamente contra a avalanche de pessoas com esta sintomatologia, que vai recebendo mensagens de auto-estima em diversos formatos. Encantadoras sem dúvida.

Atrevo-me a perguntar. Você que recebe e envia e não é clínico, fica só pelo... que lindo! Ou será que você sai do casulo e faz alguma coisa prática por si e pelos outros? A dúvida que me atormenta é cartesiana. Pensem, o próximo a ser atingido pode ser você. Uma outra forma de visão está a evoluir no que diz respeito à forma como a sociedade reage perante este problema. Faz 30 anos a depressão se considerava uma debilidade do carácter.

No caminhar dos anos a importância deste transtorno que é considerado como uma doença susceptível de tratamento, conseguiu desvincular a palavra depressão de tabus e estigmas sociais. Conscientes de conscientizar a sociedade e de oferecer informação a esse respeito, especialistas europeus em que me enquadro, criaram o dia 7 de Outubro como “Dia Europeu da Depressão”. Não recebi nenhuma mensagem a este propósito e esperei para ver qual a consciência colectiva e individual a respeito. Estamos todos entre ¼ a ½ de nos tornarmos vítimas. Dá para parar e pensar nessa realidade?

 Que diferença existe entre depressão e saudade?

 A saudade é um sentimento natural, não patológico, que não afecta de forma significativa à vida da pessoa, já que não interfere na sua vida laboral, nem afecta a sua vida sócio-familiar, nem provoca mudanças permanentes na conduta. Produz-se de forma pontual, enquanto na depressão se produzem grande parte dos sintomas anteriormente citados e afecta significativamente todos os campos vitais (laboral, social, familiar e de casal).

 Sejam solidários começando pela sua própria casa.

 Textos próximos virão arrasantes sobre as emoções e os caminhos desconhecidos da mente.

 Na Europa, o Verão é expansivo e o Outono restringido. O Verão é o tempo de excepção e o Outono da volta à normalidade. E se essa quotidianidade não nos agrada é quando se produz esse estado de insatisfação, frustração e falta de ilusão ao que denominamos decaimento no Outono.

 Existem diversos factores que afectam à aparição e desenvolvimento deste estado de abatimento, debilidade e apatia.

 Factores climatológicos e biológicos:

  ·        Menos tempo de exposição ao sol e portanto menos produção de endorfinas nas pessoas, e menos oxigénio na natureza.

 ·        Menos estímulos visuais conjugados ao tipo de vestuário de acordo com a temperatura ambiente.

 ·        Menos nível de actividade física e, portanto, menor produção dos harmónios associados ao tom vital e ao estado de ânimo.

 Factores sociais:

 ·       Menos tempo disponível para o lazer.

 ·       Maior nível de stress.

 ·       Estilo de vida menos expansivo e por tanto menos estímulos sociais.

 À margem dos factores ambientais, climatológicos e biológicos; mas reforçando seu efeito, a maior propensão à depressão e a tendência a um estado de ânimo mais negativo se explica por comparação entre dois períodos consecutivos, mas de dinâmica muito diferente. Passamos do nu ao vestido, do calor ao frio, da luz à escuridão, da diversão à obrigação e da improvisação ao planejamento.Com todas essas mudanças para um estilo de vida menos gratificante não é estranho que nosso estado de ânimo se ressinta e permita a aparição do abatimento e a tristeza próprios desta estação do ano.

 SOLUÇÕES

Em primeiro lugar, é imprescindível localizar as fontes principais da insatisfação ou frustração, isto é, procurar as causas que a originam. Uma vez encontradas e analisadas, deve-se pensar que sempre se pode fazer algo para melhorar nossa realidade. Para isso se devem analisar que coisas são flexíveis à mudança e quais não se podem modificar e aquelas que não se possa, assumi-las. (Isto não tem a ver com mudar de marido, de namorado etc. como umas pacientes engraçadas me perguntaram por causa da irritação que causava os maridinhos contrariando as meninas causa de subida hipertensão transitória ansiosa) Por outro lado, há que permitir pequenas compensações. E, por último, devem-se marcar objectivos alcançáveis que se orientem para um estilo de vida mais gratificante.

 A temida depressão

No entanto, muitos casos de abatimento outonal são a origem ou bem, o reflexo de uma doença subjacente, a temida depressão. Cerca de 60 por cento das pessoas que padecem de depressão não recebem tratamento, pelo que há um enorme vazio do que se denomina depressão somatizada, ou encoberta.

A depressão afecta a mais de dezenas de algumas centenas de milhões de pessoas no mundo e segundo os últimos dados obtidos e publicados no último Congresso Mundial de Psiquiatria, que estive presente ainda que não seja minha área mas que sempre fui um estudioso se calcula que em cerca de 15% da população mundial sofrerá algum episódio depressivo ao longo de sua vida. Inclusive se chegou a afirmar que no ano 2020, a depressão será a primeira causa de incapacidade no mundo desenvolvido.

 Sorriam porque a vida não é só tragédia e depois 80% do que imaginamos que vai acontecer nunca acontece mesmo. Os pessimistas que pensam que estão sempre no lado dos 20%. Garanto que não; como garanto que o Etna não vai explodir amanhã.

 CONSIDERAÇÕES

O Etna não entrou em erupção, que bom, e para solucionar o grave problema de saúde pública da depressão não do Etna, a psicoterapia se revelou, à margem dos fármacos, como um dos tratamentos mais efectivos para superar a depressão.

 Reforça a acção dos fármacos antidepressivos e ajuda a vencer esta doença. Uma variante deste tratamento, que se denomina psicoterapia breve (com uma duração de entre seis e oito semanas), esta no topo desta classe de terapias. Em lugar dos prolongados tratamentos de terapia convencional, ajuda-se os pacientes, à base de muito diálogo, a identificar e resolver os problemas que poderiam estar relacionados com o mal. Aí não me perguntem se tenho tempo para psicoterapia via internet. Não tenho e minha área de especialidade é outra ainda que tivesse sempre praticado um pouco esta área fazendo um doutoramento em neurocirurgia.

 O DESÂNIMO FEMININO

 Com alguma sorte me salvo de as mulheres me jogarem uma pedra. A tristeza padece todo mundo em algum momento, em maior ou menor grau, e se arruma com afecto. A depressão, no entanto, é uma doença que deve tratar-se, medicamente e que padecem milhões de pessoas no mundo e ao longo de sua vida. As mulheres, contam com diversos factores biológicos e socioeconómicos que as fazem ser mais vulneráveis às variações emocionais. Para começar e a diferença dos homens, têm de defrontar um importante número de mudanças hormonais, que afectam o estado de ânimo.

Ademais se comprovou que os acontecimentos stressantes, os problemas familiares, económicos, pessoais, são factores de risco para a aparição de uma doença mental. Ainda que a situação pouco a pouco vai mudando, estes ainda por razões culturais e sociais afectam mais às mulheres que aos homens.

 Normalmente as mulheres são bem mais propensas que os homens a padecer estes transtornos, mas pelo geral são os homens quem tendem com mais frequência a aliviar sua angústia recorrendo ao jogo, o álcool ou inclusive às drogas.

Outro grupo de população especialmente vulnerável às desordens emocionais é o das pessoas maiores. Calcula-se do que entre os maiores o índice de suicídio é do 15%. Neste sentido O estado de saúde é um factor determinante do estado de ânimo. Por tanto, a doença e a deterioração física, influem poderosamente nas pessoas adultas. Também lhes afectam a escassez de meios económicos e a solidão.

Relatórios internacionais asseguram que dentro de 20 anos a depressão será a doença que mais problema provocará no planeta. A influência que exercem os estados emocionais sobre as doenças cardíacas e o câncer é um fato comprovado.

 PARA SUPERAR A DEPRESSÃO

·        Se não te agrada a vida que levas, melhora-a!

 ·        Perde o medo ao fracasso.

 ·        Não persigas metas impossíveis.

 ·        Põe-te metas pequenas e fáceis.

 ·        Persegue tuas metas, não te despistes.

 ·        Saboreia as coisas quotidianas.

 ·        Cultiva teu lazer.

 ·        Faz simplesmente o que queiras fazer.

 ·        Faz exercício diário.

 ·        Alimenta-te de forma saudável.

 ·        Aprende a respirar lentamente.

 ·        Faz algum trabalho corporal como yoga.

 ·        Cuida tua auto-estima.

 ·        Aceita-te como és.

 ·        Recuse ser vítima.

·        Analisa que te estás perdendo em teu dia a dia por viver.

 ·        Vá a um psicoterapeuta se não pode conseguir.

 APRENDER A QUERER-SE

 Não sendo Sócrates nem Cristo, mas aconselho a:

 ·        Conhecer-se a si mesmo.

 ·        Não procurar a aprovação dos demais.

 ·        Saber o que sentimos e actuar em consequência com as próprias convicções e sentimentos.

 ·        Quanto mais alta é a auto-estima, melhor se superam os momentos de crises.

 Cada ano, o 9.5% da população americana e cerca de 8% da europeia que representa umas dezenas de milhões de pessoas padece de doenças depressivas. O custo em termos económico é alto, mas o custo em termos de sofrimento é incalculável. Os transtornos depressivos interferem com o funcionamento quotidiano do paciente. Eles causam dor e sofrimento não só a quem deles padecem, senão também a seus seres queridos.

A depressão severa pode destruir tanto a vida da pessoa enferma como a de sua família. No entanto, em grande parte, este sofrimento se pode evitar. A maioria das pessoas deprimidas não procura tratamento. Ainda quando a grande maioria (inclusive quem sofre de depressão severa) poderia receber ajuda. Graças a anos de investigação, hoje se sabe que certos medicamentos e psicoterapias são eficazes para a depressão. Estas psicoterapias são conhecidas pelos nomes de terapia cognitivo-comportamental, terapia interpessoal e terapia de apoio (tratamento de conversão ou plástica). Estes tratamentos aliviam o sofrimento da depressão.

 TIPOS DE DEPRESSÃO

Igual que em outras doenças, por exemplo as doenças do coração, existem vários tipos de transtornos depressivos. Descrevo brevemente os três tipos mais comuns. Os três tipos são: depressão severa, a distimia e o transtorno bipolar. Em cada um destes três tipos de depressão, o número, a gravidade e a persistência dos sintomas variam.

A depressão severa se manifesta por uma combinação de sintomas que interferem com a capacidade para trabalhar, estudar, dormir, comer e desfrutar de actividades que antes eram prazenteiras. Um episódio de depressão muito incapacitante pode ocorrer só uma vez na vida, mas em geral ocorre várias vezes no curso da vida.

A distimia é um tipo de depressão menos grave, inclui sintomas crónicos (a longo prazo) que não incapacitam tanto, mas no entanto interferem com o funcionamento e o bem-estar da pessoa. Muitas pessoas com distimia também podem padecer de episódios depressivos severos em algum momento de sua vida.

Transtorno Bipolar

 Outro tipo de depressão é o transtorno bipolar, chamado também doença maníaco-depressiva. Este não é tão frequente como os outros transtornos depressivos. O transtorno bipolar se caracteriza por mudanças cíclicas no estado de ânimo: fases de ânimo elevado ou eufórico (mania) e fases de ânimo baixam (depressão). As mudanças de estado de ânimo podem ser dramáticos e rápidos, mas com mais com frequência são graduais. Quando uma pessoa está na fase depressiva do ciclo, pode padecer de um, de variados ou de todos os sintomas do transtorno depressivo. Quando está na fase maníaca, a pessoa pode estar hiperactiva, falar excessivamente e ter uma grande quantidade de energia. A mania com frequência afecta a maneira de pensar, o juízo e a maneira de comportar-se com relação aos outros. Pode levar que o paciente se meta em graves problemas e situações embaraçosas. Por exemplo, na fase maníaca a pessoa pode sentir-se feliz ou eufórica, ter projectos grandiosos, tomar decisões de negócios assombrosas, e envolver-se em aventuras ou fantasias românticas. Se a mania se deixa sem tratar pode piorar e converter-se num estado psicótico (o paciente perde temporariamente a razão).

  Entende-se por depressão um transtorno caracterizado por uma combinação de tristeza, desinteresse pelas actividades e energia. Segundo os últimos dados da OMS (Organização Mundial de Saúde), no ano de 2020 a depressão será a principal causa de incapacidade em todo mundo, só superada pelas doenças cardiovasculares. Sabemos que as causas podem ser biológicas, por desajustes bioquímicos, para determinados tipos de depressão e psicológicas para outros.

 Analisarei estas últimas desde o ponto de vista de três teorias diferentes:

 1. Ponto de vista psicológico psicanalítico: a depressão costuma conceber-se como uma experiência de perda afectiva inconsciente frente à qual o paciente reage com as mesmas emoções que face a perdas anteriores em sua vida; dita perda inconsciente pode ter uma natureza muito diversa, fracassar no ganho de uma necessidade afectiva ou no de um ideal do eu mais ou menos inconsciente, etc.

 O tratamento teria como fim trazer à luz esses fatos para desactivá-los afectivamente.

 2. Ponto de vista psicológico cognitivo comportamental: a depressão está associada a modos erróneos de pensar que a pessoa depressiva adquiriu ao longo da sua vida, e que lhe levam a interpretar as vivências afectivas de um modo que lhe conduz reiteradamente à depressão.

 O trabalho da terapia será reeducar o paciente e fazê-lo compreender as suas falhas cognitivas, isto é, os seus modos anómalos de pensar, para substituí-los por outros não depressivos.

3. Ponto de vista fundamentado na psicobiologia: a depressão é concebida como uma consequência de alterações nos neurotransmissores cerebrais, dada a evidência de que os antidepressivos modificam estes neurotransmissores.

 Ademais, existe um perfil determinado de pessoas predispostas a sofrer depressão:

 ·    Frustração por incomodidade na sua situação laboral, pessoal, afectiva, etc., sem projectos de futuro ou soluções a esse mal-estar presente.

 ·        Falta de auto-estima, que vulnera a pessoa.

 ·        Incapacidade para conseguir objectivos determinados.

 Tudo isto se traduz em ansiedade que desemboca em tristeza, solidão e falta de comunicação

Segundo a tipologia e gravidade da sintomatologia podemos classificar a depressão:

 Depressão maior que é caracterizada por uma intensa tristeza da qual não se é capaz de sair, falta de motivação, produz insónia por falta de conciliar o sono ou acordar precoce, falta de apetite com diminuição de peso, transtornos alimentares (que reforçam a depressão), falta de concentração, abandono pessoal, pensamento negativo.

 Quem apresenta esta sintomatologia padece de depressão, não vale a pena se iludir e usar a arma como chamamos clinicamente da “fuga”. O prejudicado da sua própria ilusão é você. As pessoas melhoram o ânimo ao longo do dia sendo a pior fase em geral pela manhã.

 Depressão psicótica caracteriza-se pela pessoa desenvolver pensamentos negativos que leva ao extremo com afastamento da realidade, normalmente de culpabilidade, saúde e/ou ruína. Alucinações auditivas e delírios.

 Depressão atípica é aquela em que o estado de ânimo reactivo, ou seja em que a pessoa consegue alegrar-se perante acontecimentos felizes, ainda que, pouco depois volte a abater-se numa tristeza menos intensa. Irritabilidade. Aumento de apetite, sobretudo por comidas pouco elaboradas, tipo “fast food” chegando a aumentar de peso 20 kg e mais num período curto. Insónia por falta de conciliação. Não há acordar precoce mas sono fragmentado. Melhor humor pela manhã que vai piorando ao longo do dia.

Ansiedade.

 Outras depressões que são causadas por factores exógenos

 Demência depressiva que se dá na velhice manifesta-se por esquecimentos, descuidos e apatia. É parecido à demência senil, a diferença é que com tratamento recuperam as capacidades intelectuais perdidas.

 Depressão pós-parto em geral aparece por uma série de desajustes hormonais.

Depressão secundária que resulta por efeito de outras doenças e tratamentos. E que nós clínicos nos escusamos muitas vezes de revelar mas que são neste momento para mim muito alarmantes na Europa, piorou de forma significativa na América do Sul e atingiu percentagens altas na Ásia em particular na China com maior incidência no Japão. 

Um ¼ dos Europeu e quase metade dos sul-americanos terão ao longo da sua vida um episódio que será susceptível de atendimento médico psiquiátrico. Escrevi várias vezes e continuo repetindo e insistindo que o atendimento mental é problema primário. A este respeito existe a boa notícia de que a medicina de atendimento primário sofreu importantes progressos quanto à detecção de quadros depressivos e seu correcto tratamento, ainda que uma das grandes dificuldades seja a dos neurologistas e psiquiatras terem falta de tempo, que é essencial para o diagnóstico e tratamento.

O doente que sofre de depressão consome muito tempo porque ou não tem capacidade de por si só sair da crise e daí a muleta do especialista com a psicoterapia individual ou colectiva ou por falta de cooperação do doente para consigo mesmo e com seu médico. Não sou especialista para receitar antidepressivos a situações que a pessoa com ajuda pode vencer. Se recorde de um princípio básico.

O problema está em você e não nos outros ou na sociedade. Não existe medicamento que trate a depressão. Você é o maior medicamento e só você se pode curar por auto conhecimento da sua mente. O medicamento alivia a ansiedade produz sonolência e uma série de situações que nem vale enumerar fez você atenuar os estados de ânimo.

Parece que o problema diminui de tamanho ou você tem capacidade de resolver. Passado o efeito o problema continua a ser o mesmo, nada mudou e você sem se dar conta passou a ter um outro problema a dependência psicológica. Pôr em prática e ter sucesso depende de você. Não seja ou se for deixe de ser um paciente remuneratório para os médicos. Paciente remuneratório é aquele que dá dinheiro mas a cura nunca aparece.

 

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